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Entrevista: Lurdez da Luz, Pathy Dejesus e Lívia Cruz

Lívia Cruz por Stephanie Sidon, Pathy Dejesus (divulgação) e Lurdez da Luz (divulgação)

“Muito além do ser mulher” – por Carol Patrocinio

Quando as pessoas pensam em rap já imaginam um homem, de preferência negro, com roupas largas, cara de mau, muita marra e um microfone na mão. Ei, mundo real, chamando! Rap é música, expressa sentimentos, vivências, histórias. E isso todo mundo tem: branco, preto, amarelo, homem, mulher, religioso ou ateu. E é aí que entram as personagens do texto de hoje, três mulheres que ganharam espaço e notoriedade num mundo que – queriam que elas acreditassem – não tinha espaço pra elas. O mundo estava enganado!

Lurdez da Luz, Pathy Dejesus e Lívia Cruz. Mulheres. Bonitas. Femininas. Elas são feitas de sorrisos, olhos, unhas. E como as mulheres de outras cenas, querem estar bonitas, gostam de como são, não querem mudar para agradar e acreditam que o talento fala mais alto do que qualquer coisa.

Preconceito? Existe. Por ser mulher, por ser bonita, por ser branca ou por ser negra. Desafios? Estão aí para serem deixados pra trás e lembrados como vitórias. Qualidade? Tem de sobra. Essas mulheres provam que o que importa é fazer com o coração e aí o respeito vem, quando menos se espera.

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Per Raps: Pra você, como o preconceito é demonstrado no rap?

pathy dejesusMeu pai me falou uma parada que ainda ecoa na mente e infelizmente faz o maior sentido até os dias de hoje: se você quiser ser alguém, ser bem sucedida no caminho que escolher, vai ter que trabalhar duas vezes mais pra ter o mesmo reconhecimento porque é mulher”

Lurdez da Luz: Acho que o rap brasileiro está mais consciente nesse sentido do que o norte-americano de um modo geral, no que diz respeito as músicas misógenas é mais tranquilo. Acho que o machismo está tão arraigado que nem sei onde começa e onde termina e num é privilegio do rap não, em toda sociedade e nichos musicais rola só que de diferentes formas. Vide o número de instrumentistas mulheres em qualquer show de música, seja lá de que estilo for, sempre muito menor que o de homens.

Infelizmente ainda rola esse lance de muitas mulheres não se sentirem representadas por outras que estão no palco, que é reflexo de uma cultura machista, de de repente achar que você tá ali pra “aparecer” ou por causa dos caras, ignorando toda a dificuldade que é fazer arte, ainda mais rap. Mas comigo, pessoalmente, não é só o fato de ser mulher, tem o lance da pele clara, me vestir de um jeito estranho, ter um discurso talvez não muito simples de interpretar e desde do começo num ficar me explicando, deixar as pessoas livres pra pensarem o que quiser ao meu respeito.

Pathy Dejesus: Gosto de ver as coisas sempre por um ângulo mais positivo. Falta muito ainda, mas já foi bem pior… Ainda somos uma minoria dentro desse processo. Ainda existem as letras que inferiorizam, ridicularizam, menosprezam e ofendem mulheres (o que aliás já é bem batido, né?). Ainda tem homem que torce o nariz quando vê uma mulher no mic, nos toca-discos, dançando, grafitando. Mas o mundo é isso! Preconceito não é exclusivo do rap. Ele só é reflexo (talvez em maior intensidade) de uma sociedade preconceituosa (lê-se machista também). Ele está aí e não pode servir de empecilho pra quem realmente quer fazer parte.

Existem várias mulheres que quebraram e estão quebrando esse paradigma. Desde seu início, lá nos EUA entre os anos 70 e 80, a cultura é uma coisa “pra homens” e raríssimas mulheres conseguiram invadir esse espaço. As que conseguiram eram todas excepcionais (Roxanne, Salt n’ Pepa, Queen Latifah, MC Lyte, dentre várias) e fizeram a diferença! Se hoje parece difícil, imagina há três décadas. Se essas pioneiras não tivessem insistido, batido de frente pra demonstrar seu talento e sua paixão pelo hip hop, dificilmente estaríamos conversando agora.

Aqui no Brasil não é diferente… o hip hop entrou na minha vida em 94. Lembro da Rúbia, da Dina Di, da Rose MC, depois Negra Li. Tente pesar a determinação dessas mulheres naquela época… Quando fiz 13 anos, meu pai me falou uma parada que ainda ecoa na mente e infelizmente faz o maior sentido até os dias de hoje: se você quiser ser alguém, ser bem sucedida no caminho que escolher, vai ter que trabalhar duas vezes mais pra ter o mesmo reconhecimento porque é mulher. E mais duas vezes porque é negra. De onde venho as coisas nunca foram fáceis. Graças a Deus, cresci num ambiente onde ao invés de só lamentar e apontar culpados pela situação desvantajosa, batemos de frente e não desistimos tão facilmente dos nossos sonhos.

Lívia Cruz: O preconceito contra as mulheres? Eu já disse isso várias vezes, o preconceito e discriminação contra as mulheres no rap não é diferente do que a gente vê na sociedade em geral, as manifestações tão aí a toda hora, vão das cantadas e dos barulhos obscenos que a gente é obrigada a escutar quando está simplesmente passando na rua, até uma atitude mais extrema de violência física e psicológica. Esse assunto é sério e delicado, acho que a educação, como em quase, tudo é a chave, e a música, sem dúvida, tem grande papel de formação.

Per Raps: O que significa fazer um rap feminino atualmente?


Parece fácil ser MC, mas num é não. Seja homem ou mulher”

Lurdez da Luz: Atualmente já está tudo um pouco mais fácil pra todo mundo, existe uma evolução em relação a acesso a tecnologia, a informação e o fluxo de dinheiro dentro da cultura aumentou (ainda é pouco), o respeito fora do rap aumentou também. Eu comecei a fazer isso em 1999, só existia a Dina Di, que era uma rapper cabulosa mas que eu num me identificava e a Rose MC e Lady Rap, que num tinham muitas faixas gravadas pra gente ter algum ponto de partida. Eu curtia muito o estilo da SharyLaine, mas que já num lançava nada há anos… Enfim tive que inventar um jeito de fazer minhas rimas e levadas.

Lembro que mostrei meu primeiro rap pra Cris do SNJ, que também é minha contemporânea, e ela falou: “legal esse tipo de som, parece um pouco rap até”, eu ri e percebi que tava com uma parada que ia demorar pra ser compreendida. Pra mim o importante é ter em mente a expressão artística e as posições politicas, sempre em prol da evolução pessoal assim como da cultura e não “ser alguém dentro do rap”, parece fácil ser MC, mas num é não. Seja homem ou mulher.

Pathy Dejesus: Existe fazer um rap feminino? Dá separar a arte e subclassificar? Não acredito nisso. Odeio rótulos. Existe talento ou não. Existe paixão ou não. Existe rap bom e rap ruim. E isso independe do sexo de quem está fazendo.

Lívia Cruz: Pra mim, no meu rap, significa mostrar o ponto de vista genuíno da mulher, eu gosto de contar historias e ainda acho que a gente se pauta muito no que os homens do rap vão pensar das nossas letras, das nossas atitudes, e isso torna os nossos relatos muito tímidos… Quero ver isso mudar, e tô fazendo minha parte pra essa mudança.

Per Raps: Beleza ajuda ou atrapalha? Como?

Muitas vezes me sinto subestimada, vejo isso nítido nos olhares das pessoas quando subo no palco, mas depois que começo a cantar isso muda”

Lurdez da Luz: Acho que ajuda a abrir portas mas talvez até atrapalhe em ter credibilidade. Como disse sobre posições políticas na resposta acima, num é só saber em quem vai votar, o porquê é bem mais amplo, como por exemplo não acreditar em padrões de beleza impostos, tipo a magra, alta, de olho azul ou até mesmo a “rainha de ébano”, claro que deve ser uma benção de deus ser lindo, mas ficar impondo isso que nem a Rede Globo num deveria ser papel do rap.

Pathy Dejesus: Acho que a pergunta correta seria: ser feminina ajuda ou atrapalha? Li uma entrevista da Negra Li (de quem sou fã) uma vez falando sobre isso. Da postura supostamente correta para ser respeitada num ambiente onde ela era minoria… Usar roupa larga, nada de maquiagem, ficar séria o tempo todo pra não chamar a atenção. Pra não lembrarem que se tratava de uma mulher… Imagina a barra!

Por isso digo que as coisas estão evoluindo! E vai de nós, mulheres, nos impor, nos preservar, e sermos levadas a sério. Sou vaidosa e não vou mudar minha personalidade pra fazer o que amo. Aliás, isso não faz o menor sentido, né?! Acho lindo quando vejo Lívia [Cruz], Lurdes [da Luz], Nathy [MC], Flora [Matos], as DJs do Applebum… Todas maravilhosas, nenhuma abre mão do seu estilo pra rimar, pra discotecar. O respeito não é imposto. É conquistado!

Lívia Cruz: Por incrível que pareça, acho que atrapalha mais do ajuda. Existe um preconceito de que mulher bonita não é inteligente, muitas vezes me sinto subestimada, vejo isso nítido nos olhares das pessoas quando subo no palco, mas depois que começo a cantar isso muda, e é divertido também, surpreender pro bem. A beleza vai muito além da estética, eu gosto de quem sou, não quero mudar pra agradar ninguém, e isso transparece nas minhas músicas e na minha conduta, algumas pessoas se incomodam, mas paciência… Bonito mesmo é ser feliz!

Per Raps: Hoje você é respeitada na cena por seu trabalho, independentemente do seu sexo, o que você acha que fez com que isso acontecesse?

pathy dejesus Sou movida a grandes desafios, não nasci pra concordar, pra aceitar. Minha maior concorrente sou eu mesma, e não alivio, não facilito, não tenho pena de mim mesma”

Lurdez da Luz: Em primeiro lugar fico honradíssima, dinheiro é bom e todo mundo precisa, mas respeito pra mim vale ouro. Acho que foi resistir em primeiro lugar, se mantar fiel ao que se é e não balançar em relação ao que ” tá pegando no momento”. Foco no som e amor por esse tipo de música em especial mais do que por qualquer outra.

Pathy Dejesus: Repito que venho de uma criação (obrigado Pai e Mãe) onde sempre me lembraram quem eu sou, de onde vim e de como as coisas seriam mais difíceis por isso. Mas essa situação de “desvantagem” sempre me foi mostrada de uma forma que eu tivesse vontade de bater de frente pra conquistar meus objetivos.

Sempre fui “minoria”. Mulher negra é minoria duas vezes. Sempre tive que batalhar dobrado pra ter reconhecimento. E sinceramente, gosto disso! Sou movida a grandes desafios, não nasci pra concordar, pra aceitar. Receber um inicial “não” como resposta sempre me motivou a melhorar, buscar mais conhecimento, me preparar cada vez mais. Tem horas que realmente dá vontade de desistir… Mas minha maior rival não me pouparia, não me perdoaria. Minha maior concorrente sou eu mesma, e não alivio, não facilito, não tenho pena de mim mesma. Acho que vem daí o respeito no meu trabalho. E na vida!

Lívia Cruz: Esse respeito veio naturalmente por um conjunto de coisas, meu trabalho vem em primeiro e com ele o desejo de fazer virar, acreditar, ousar, perseverar, e por consequência algumas pessoas no meu caminho me ajudaram muito, sem essas pessoas, provavelmente, eu estaria bem mais longe do ponto que me encontro agora.

Time do Loko apresenta Lurdez da Luz, Lívia Cruz e Pathy de Jesus
Quando? Sábado, (14), às 00h
Onde? Hole Club (R Augusta, 2203 – Jardins/SP)
Quanto? R$15 (H) e R$10 (M)

Mais?
Novidades de 09′: Lívia Cruz
Lurdez da Luz fala de seu novo trabalho

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Confira como foi o show de Busta Rhymes no Brasil

Bsuta Rhymes só faltou fazer chover em Sampa (W. Cerqueira)

“Busta Rhymes em New York, Brasil”– por Wagner Cerqueira

Teve quem desconfiou, mas Busta Rhymes veio ao Brasil e fez o que foi para alguns, o show do ano

O final de ano tá aí, mas por aqui ainda deu tempo de chegarem grandes artistas da cena hip hop internacional. Além do Mos Def, no Indie Hip Hop 09, Trevor Tahiem Smith Jr. aka Busta Rhymes, que se apresentou na antiga Toco, em Sampa. E eu já entrego logo de começo: o show do cara foi SEN-SA-CI-O-NAL!

Mas vamos do começo. Cheguei no pico por volta da uma da manhã, pois estava conferindo o show do Mos Def, em Santo André. Só que lá encontrei a casa aindavazia. Dava até pra contar a quantidade de pessoas na pista. Fiquei meio assim, desconfiado da possibilidade do rapper dar um furo e não aparecer no show. Mas, aos poucos foi chegando um pessoal e a pista acabou até enchendo. Notei que muita gente tinha vindo do show do Boogie Man, em Santo André, e até reconheci alguns rostos.

A New York City Shows, nome da casa onde rolou o show do Busta, visivelmente passava por reformas. E sinceramente, isso não foi tão agradável de ver. Fui esperando uma decoração mais interessante ou, no mínimo, finalizada, sabe? Quem comentou isso foi até o Dj Cia, que comandou a festa com alguns sons clássicos que conhecemos e uma performance digna dos áureos tempos de Hip Hop Dj. Depois de Cia, quem assumiu as quadradas foi Pathy deJesus.

Ainda passaram pelo palco a curitibana Nathy MC, o grupo Guerrilheiros e o Pentágono. Esses últimos aí, tinham acabado de fazer uma participação no Indie Hip Hop, e assim como eu, devem ter corrido pra Vila Matilde. Após rápidas apresentações das bandas, foi anunciada a entrada da estrela da noite. Até esse momento ainda se via alguma desconfiança no rosto de alguns. Até porque a casa não estava lotada, ia acabar sendo quase que um show particular. E pelo nível do som do Busta, até me surpreendi de não ter visto ali as cinco mil pessoas que a casa diz suportar.

Dali pra frente foi música atrás de música, paulada atrás de paulada. O cara não deixava ninguém parar um minuto se quer! E nos poucos segundos de intervalo eram só aplausos, espontâneos claro, nada de “Vâmo aplaudir ae, galera!” ou “Make some motha fuck’n noise fo’ Busta!“. Nem foi necessário.

O rapper lançou em 2009 o álbum “Back on my B.S.”, seu oitavo trabalho. O disco teve participações de nomes pesados como John Legend, Akon, Estelle, Jamie Foxx, Lil Wayne, Mary J. Blige e Pharrell. No show,  a viagem foi dos clássicos até os sons novos, como “Arab Money”, que não é uma das minhas preferidas, mas que teve a coreografia do clipe da música executada por boa parte da galera. Na música “I Know What You Want”, Busta arrancou gritos exaltados da mulherada. O cara saber levar uma plateia como ninguém!

O ponto alto do show rolou quando Busta mandava uma levada rápida e pesada quando – como se tivesse um botão de volume do seu lado direito da cabeça – seu parceiro de palco, Spliff Star, fez uma cara de impressionado com o desempenho do rapper e simulou uma espécie de sabotagem da apresentação. Spliff finge mexer no “botão” e começou a baixar o volume da voz de Busta Rhymes.

No mesmo tempo, Busta, com a mesma pegada que estava tendo, continua cantando, mas baixando a voz até ficar totalmente mudo! Mesmo assim, ainda ficava mexendo a boca como se estivesse cantando naturalmente, sabe? E de fundo, rolava o beat mais que pesado das technics do Dj, acompanhando o baixo volume. (Confira isso no início do video acima.)

Após a galera aplaudir, assoviar e ir ao delírio, Spliff finge aumentar novamente o volume da voz de Busta e assim todos voltam a escutar sua voz, gradualmente, até chegar ao ponto máximo, levando abaixo a casa toda. Uma performance surreal. Realmente incrível. E era visível que tanto o público quanto o MC piraram com o show. A troca de energias foi de outro mundo! Energia e performance que parece ter faltado no ABC paulista, já que foi algo mais intimista, se é que dá pra falar assim.

Pra fechar, rolou até champagne “pra abrir os caminhos” no final do show. Depois disso, Busta e sua banca recolheram suas bagagens e foram direto pro Chile para mais uma apresentação na América Latina. Antes de todos partirem, os promotores do evento já anunciaram as próximas atrações: Akon, em janeiro, e Missy Elliot, em fevereiro. Estarei lá, e vocês?

Você foi ao show do Busta Rhymes? Curtiu? Comente aqui!

Busta Rhymes em São Paulo por Wagner Cerqueira Busta Rhymes em São Paulo por Wagner Cerqueira Busta Rhymes em São Paulo por Wagner Cerqueira


Afu Ra em Sampa

O MC de NYC na Ébano - por Luciana Playmobile (Nóiz)

O MC de NYC na Ébano - por Luciana Playmobile/siteNOIZ

O colaborador do Per Raps, Wagner Cerqueira*, entra em ação mais uma vez para relatar um dos momentos da passagem de Afu Ra por São Paulo. Acompanhe!

Finalmente, Afu Ra!por Wagner Cerqueira*

Na semana passada, quem passou pelo Brasil foi Aaron Phillip. Conhece? Não?! E se eu disser o apelido que ele é conhecido nas ruas: Afu Ra? É isso ai! Aaron ou Afu Ra, nascido em Nova York, apreciador e praticante de artes marciais, tem também a arte do hip hop em seu sangue. Membro do “Gang Starr Foundation” juntamente com Jeru the Damaja, Big Shug e Group Home, Afu desembarcou em terras tupiniquins para mostrar seu som de pegada forte com letras pacificadoras e comprometidas.

Afu Ra se apresentou em São Paulo numa quinta-feira (17/09), ali no Ébano Bar, no bairro da Vila Olímpia. Cheguei na festa por volta da meia noite, felizmente não encontrei fila nem nada e pude reconhecer algumas figuras carimbadas que colam nos rolês de rap “underground”. Pra começar a noite, o Dj DanDan abriu a pista com alguns clássicos, deixando espaço para Pathy DeJesus chegar logo na sequência com seu set.

Pra quem não conhece a casa, nestes eventos, a apresentação de shows é realizada num palco improvisado ao lado do Dj. Sem isolamento e empurra-empurra de segurança, todos acabam curtindo o show cara a cara com o rapper, no maior respeito, num show intimista e sem muita aglomeração.

Lá pelas duas e meia da manhã, o rapper de NYC finalmente chega, acompanhado pelo Dj Kefing e fazendo a casa literalmente pular com os clássicos “Equality” (com aquele refrão clássico do Kymani Marley e produção do Dj Premier) e “Whirlwind Thru Cities”. Isso sim é hip hop! O MC apareceu todo empolgado, intercalando seus sons com elogios à culinária brasileira e as mulheres, obviamente.

Estava elétrico, tanto que em certo ponto até arrancou a camisa, agradando as meninas que estavam na casa e causando aos manos comentários do tipo: “precisava disso?”. Afu Ra seguiu mandando sua ideia numa apresentação que durou cerca de uma hora. Quando acabou, eu sai fora…

Agora é esperar o próximo aterrissar por aqui. Enquanto isso, vamos curtindo a cena nacional que anda muito bem, obrigado!

Mais sobre Afu Ra:
noiz.com.br
myspace.com/afuramusic