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Duelo de MCs celebra aniversário em Belo Horizonte

“Celebrar é preciso!”por Eduardo Ribas

Quem acompanha o rap, ou qualquer outra cena (com viés) independente, sabe das dificuldades que se encontra pelo caminho. Casas que não abrem espaço para festas e shows, produtores que oferecem uma coxinha e três refrigerantes como pagamento, jornalistas que estigmatizam o gênero em seus textos, os materiais para DJs (pick-ups, mixers, serato etc) e MCs/Beatmakers (microfones, mpcs etc) são muito caros e por ai vai.

Resistir a esses obstáculos é tarefa para poucos, tanto que a cada dia assistimos festas chegando ao fim, grupos terminando e a cena enfraquecendo. Um desses exemplos de resistência está a 586 quilômetros de São Paulo, especificamente em Belo Horizonte, Minas Gerais. Há cerca de três anos, surgia o Duelo dos MC’s. Seguindo o exemplo e molde de eventos como a Batalha do Conhecimento (RJ) e o Microfone Aberto (SP), apenas para citar alguns, o Duelo traz semanalmente um encontro que junta representantes do elementos da cultura hip hop no mesmo palco.

Inspirado na Liga dos MCs, evento tradicional que acontece no Rio de Janeiro, que teve uma edição especial em BH, Osleo (lê-se osléo), da Família de Rua, e o Vuks (ex-Rima Sambada) compraram a ideia e iniciaram um evento similar, sem saber exatamente a proporção do que estavam fazendo. “Na primeira edição tinha umas 50 pessoas, na segunda, umas 150. Quando a gente foi ver, o evento tava dando média de 400 pessoas por noite, pessoal de imprensa procurando, geral querendo saber o que era aquilo”, relembra Luiz Gustavo aka Gurila Mangani, MC e beatmaker que observou de perto o início do projeto.

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A ideia central do evento é abrir espaço para todos os elementos do hip hop, e não apenas para as batalhas de MC. “O carro-chefe é a batalha (de freestyle), mas a preocupação é que seja um evento de hip hop, sempre tem roda de b-boy, de 15 em 15 dias tem grafiteiro pintando o viaduto”, conta PDR, o Pedro Valentim. Pedro é hoje um dos organizadores do evento, junto de Osleo, DJ Roger Dee e Monge (todos fazem parte da Família de Rua). Além de todos esses elementos, vez ou outra ainda há espaço para pocket-shows com artistas diversos. Já passaram por lá nomes como Shaw (RJ), Slim Rimografia (SP) e Simpson (MG) entre outros.

Sobre a batalha de freestyle, começou no formato simples: MC contra MC, sem muita imposição. Depois, se assemelhou aos moldes da Batalha do Conhecimento (RJ), com temas sugeridos. Hoje, o duelo é no esquema de “bate-volta”, um MC rima oito barras (tamanho de um verso regular de rap), o outro responde com outras oito e por ai vai. A cada sexta-feira, o estilo muda: duelo tradicional de freestyle, temático e batalha no “bate-volta”.

O palco para o Duelo dos MCs é o Viaduto Santa Tereza, localizado na região central de Belo Horizonte. O local é histórico, mas antes do evento era habitado por moradores de rua, a sujeira tomava conta e sinalizava o abandono da área. “Não tinha luz, era escurão, tipo um ‘guetão’, submundo da cidade”, conta Mangani. Três anos depois, a revigoração feita pelo Duelo trouxe de volta ao espaço a cultura. “Nós começamos a ocupar, o Duelo trouxe vida nova ao espaço”, completa PRD.

Local de fácil acesso, ao lado de uma estação de metro e de ônibus, o Duelo dos MC’s atrai público mais diverso possível, “desde cara do rap até patricinha”, segundo Gurila Mangani. As edições rolam todas as sextas, a partir das nove da noite, acabando por volta da meia-noite.

E falando nisso, nesta sexta-feira (27) rola a edição de aniversário do evento. Na programação, show com o MC B.Réu, presença de MCs convidados, roda de dança, intervenção de grafite e mais. Serão vendidos bottons comemorativos do Duelo dos MC’s, a três reais cada.

Alguns dirão que três anos não é o suficiente para ressaltar a importância de um evento, festa ou seja o que for. Outros vão enaltecer a iniciativa e imaginar: “queria poder colar nesse rolê hoje”. Mas nada disso importa. Como já disseram, “só quem é de lá sabe o que acontece”. Nada melhor do que ler as palavras de um dos frequentadores do Duelo dos MCs para entender o que você pode estar perdendo. “Você tem que vir aqui pra ver como é… é muito loca a vibe, você vai achar que tá no Bronx!”, finaliza Gurila Mangani.

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A fuga do eixo Rio-São Paulo

Expandindo a visãopor E. Ribas

Apesar do sucesso de alguns representantes do rap, a cena ainda passa longe das massas movimentadas pelo axé, o sertanejo ou o próprio funk carioca. Há também quem diga que nem exista uma cena. No entanto, já é senso comum dizer que a internet vem ajudando os grupos razoavelmente organizados a propagar seus trabalhos para fronteiras mais distantes. E é aí que um paraense conhece o trabalho de um gaúcho, por exemplo.

Se antes as pessoas garimpavam em sebos, hoje procuram ouvir novas músicas em sites como o Myspace e baixam músicas no iTunes. Os artistas por sua vez, procuram primeiro divulgar seus trabalhos nesses lugares, e complementam a ação utilizando as redes sociais da web, incluindo blogs que às vezes são bem interessantes e acabam informando as novidades da cena local.

Juntando a vontade de conhecer propostas novas com a ideia do Per Raps de estar atento a trabalhos que venham de fora do eixo Rio-São Paulo, que começa a se estender a Curitiba, esticamos um pouco as canelas e chegamos a Minas Gerais, a terra do pão de queijo, de Pelé (Três Corações), do Galo, da Raposa e do rap!

O rap de BH, Minas Gerais

Já visitei Minas Gerais, mas não para acompanhar a cena rap de lá. Se soubesse que rolava o Duelo de MC’s antes, teria colado com certeza! Mas desse evento falaremos outra hora. Continuando, o Estado é bem grande, então preferi focar as energias na capital, Belo Horizonte. Por meio do trabalho de Paulo Napoli, a fita mixada Raps de Verão, conheci o MC Gurila Mangani. Antes mesmo de lançar seu trabalho, trocávamos informações e isso permitiu com que eu pudesse observar seus corres e sua evolução de forma mais próxima. E pela qualidade e engajamento com a cultura, Mangani é também um dos destaques comentados aqui.

Só que não poderíamos começar a falar do rap mineiro sem citar o MC Renegado, que já apareceu no blog em outras oportunidades. O rapper teve o clipe do som “Santo Errado” postado, no entanto vale destacá-lo também pela participação na festa Zoeira Hip Hop e principalmente no projeto de novos talentos do Sesc Pompéia, o Prata da Casa.

*Dicas

Gurila Mangani

A primeira indicação é exatamente Gurila Mangani, que lançou no final de ’09 o CD “Amostra”, cheio de beats influenciados pelos dubs jamaicanos que inspiram o MC. Tive acesso à versão promo, que possui 13 músicas com versões alternativas à versão física e “oficial” de seu disco, que chega às ruas neste começo de 2010. Mangani já apareceu por aqui na seção “Não canso de ouvir” e agora ataca com um trabalho autoral produzido, mixado e masterizado pelo próprio MC no Monkey Dub Studio.

Acompanhe o vídeo com a audição do CD “Amostra” em BH no Festival Verão Arte Contemporânea e aproveite para baixar a versão promo do trabalho gratuitamente. Clique aqui.

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Kdu dos Anjos

O segundo destaque é o promissor Kdu dos Anjos; 18 anos, poeta, compositor e curador do Sarau Coletivoz. A carreira de Kdu teve início em 2004, por meio de apresentações com grupos culturais. Seu som é uma junção de rap, sarau de poesia, soul, funk e uma pitada reggae.

Kdu lançou recentemente um CD em parceira com Douglas Dim, vice-campeão da Liga dos MC’s 2009. O álbum tem cara de EP e traz 4 faixas de cada MC, além de dois sons em parceria. O jovem poeta se dedica a seu primeiro trabalho solo com previsão para 2010, após ter se destacado com o clipe do som “Contos de Fadas” (produzido por Gurila Mangani), que foi gravado pelo projeto “Vozes do Morro”, do Governo de Minas Gerais.

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Rima Sambada

Pra fechar, a terceira dica é de um quarteto que atualmente deu uma parada nos trabalhos, mas possui uma carreira de responsa: o Rima Sambada. O som do grupo destaca a percussão para dar um toque pessoal (e por quê não tribal) aos beats, sem contar com o trato fino no discurso. Formado pelos MC’s Glênio, Vuks e PDR (que também é beatmaker), além de Heron Zanadreis (Percussão), o grupo apresenta uma fusão de rap, música brasileira e cristianismo, sem pregar de forma exaltada.

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Vale ainda o registro de algumas menções honrosas pra ficarmos de olho:
Simpsom, Castilho, Matéria-Prima, Julgamento, Cubanito, Vuks (Rima Sambada) e Destro.

Achou que fomos injustos e não citamos algum grupo ou MC/DJ que não poderia ter ficado de fora desse post? Comente ou mande pra gente o material no perrasblog@gmail.com


“Não canso de ouvir” com Gurila Mangani

Gurila Mangani e Castilho na Velvet (MG) por Luiza Ferraz

Gurila Mangani e Castilho na Velvet (MG) por Luiza Ferraz

Só o que sai dos fones de ouvido!

Se a gente disser que o “Não canso de ouvir” de hoje é com Luiz Gustavo, um MC e Beatmaker de Santa Luzia, certamente ninguém entenderá o que essa pessoa tem a dizer mais do que qualquer outra. Mas quando a gente te conta que Luiz Gustavo é, apenas, o nome de batismo de Gurila Mangani? Agora tudo faz mais sentido, não?

Hoje, quem vai contar quais são os 10 discos que não saem dos fones de ouvido é ele. O cara escuta de tudo um pouco mas, como o Per Raps é um blog especializado em rap, tentou escolher alguns discos importantes que tenham a ver com o gênero.

“Espero que vocês curtam minha lista, não vou dizer que essa é a melhor, muito menos a pior, já que gosto não se discute, né? O que posso dizer é que são discos realmente importantes para mim e que de certa forma influenciaram e influenciam meu trabalho; na real, se eu fizesse uma lista com 50 discos ainda faltariam alguns. Muito respeito a todos os nomes citados aí”, prepara Gurila Mangani.

Confira abaixo a seleção variada do MC mineiro, Gurila Mangani, que vai de Evidence até a M. Takara, tendo tempo ainda pra passar pela Nação Zumbi. Curte ae!

10 – Lyrics Lounge presents Underground Airplay Version 1.0 mixed by DJ Spinbad

Underground Airplay vol 1 Essa sim foi a primeira mixtape que ouvi. Foi quando ouvi esse disco que entendi o que era essa parada. Conheci vários nomes do rap underground através desse disco. Nomes como Madlib, Planet Asia, Defari, Boogieman, Invencible, Self Scientific, Zion I, mó galera mesmo. Inclusive dei mole com esse disco, ele está todo arranhado e nem toca mais. Se alguém tiver ele aí e puder, dá uma pirateada nele e me manda.

9 – M.Takara – Conta
Já conhecia o trampo do Takara como baterista. Cheguei a ver ele tocando com algumas bandas e artistas que eu curto, tipo Otto, Instituto, Xis, Hurtmold e Catatau. Conheci o trabalho solo dele uns três anos atrás. Foi um cara que me influenciou bastante a começar a levar meus equipos pra show, fazer uma parada com uma pegada mais orgânica, mesmo que usando os eletrônicos. Me fez usar menos computadores e mais samples, mais baterias eletrônicas, mais teclados toscos. Gosto muito da sujeira que ele traz pra esse disco, minha faixa preferida é a “Eu Não (para Carlos Dias)”, porradão! A capa desse disco também é bem style. Tem um design diferente, bem louca.

8 – Munhoz e Prof.M.Stereo – Beats e Rimas – Vol.1

Munhoz e Prof.M.Stereo - Beats e Rimas - Vol.1 Esse é do meu irmão Tiago Munhoz. Se não me engano, ele foi uma das primeiras pessoas que tive contato no rap, acho que em 2004, isso tudo era muito novo pra gente, foi uma fase boa de ter vivido, fase de descobertas, o rap que a gente fazia era mais “inocente” e muito mais sincero também. Me sinto feliz em ter vivido essa época e de ter conhecido o Munhoz nesse tempo. Acho que Beats e Rimas junto com a Raps de Verão e a Iky’s Tape, foram as primeiras vezes que ouvi mixtape feita aqui no Brasil. Várias participações clássicas nesse disco, conheci muita gente através dessa mix. Gosto muito das participações desse disco, mas confesso que chapo muito mais naquelas instrumentais que tem lá. Munhoz é um gênio. Pra mim um dos melhores produtores de rap dessa geração. Podia vir o vol.2, hein? Vol.3…4… Os fãs de rap agradecem!

7 – Evidence – The Weatherman LP
Sou fã do Dilated Peoples, volta e meia cito umas rimas deles. Esse disco do Evidence é absurdamente foda, me abriu a mente pra muitas coisas no rap. As rimas do Evidence sempre pegam de jeito. Destaque para as faixas “All Said & Done”, produzida pelo DJ Khalil, e “Hot & Cold”, produzida pelo Evidence e rimada em parceria com o Alchemist, que é outro monstro. Sei que muita gente vai discordar de mim, mas confesso que curto muito mais o Alchemist rimando do que produzindo. Nessa faixa eles fazem combinações entre o quente e o frio. Eu que queria ter feito isso, hehehe!!! The Weatherman LP by Mr.Slow Flow é quente!

6 – Mamelo Sound System – Velha Guarda 22
É engraçado como o Mamelo não é um grupo tão “adorado” pelo público, pelo menos aqui em BH eu percebo isso. Considero eles como inovadores. Eles sempre estão procurando novos timbres, novas formas de fazer rap, sempre colam com uns cara que eu queria colar também, hehehe!!! Esse disco é muito bom! Gosto muito do Urbália também, o Basa quebrou nesse disco. Mas o Velha Guarda 22 me surpreendeu muito mais, pela forma como fizeram e pelos músicos que participaram. Orra, gravar um disco com Nação Zumbi, Céu, Hurtmold e Tony Allen não é pra qualquer um não. Produção minuciosa do Scott Hard. É por isso que tenho o Mamelo como um dos meus grupos prediletos, não só pela música, mas pela forma como eles conduzem todo o trabalho. Acho que o Mamelo é uma banda que está a frente da sua geração, temo que só vá ser entendida num futuro distante. É por essas e por outras que é influência pra mim!

5 – B.Negão e os Seletores de Frequência – Enxugando o Gelo
Outro disco que me abriu a mente pra entender melhor o que era o Dub. Lembro que esse disco saiu num dia e no outro eu fui na banca e comprei. Fiquei sem nenhum centavo por um bom tempo, mas valeu a pena. Ouvia ele todos os dias. Fiquei nessa por mais ou menos uns dois anos. Até hoje escuto ele, tem várias faixas ali que são clássicas, “Funk Até o Caroco”, “Prioridades”, “Nova Visão”, “Dorobô” que inclusive tem a participação mais do que perfeita do ‘Maestro do Canão’… Enfim, só pedrada nesse disco. Conheço o B há algum tempo já e tive a honra de dividir palco com ele algumas vezes. Ele é monstro! Uma das melhores pessoas que já conheci. Minha faixa predileta nesse disco é a “Seletores de Frequência”, clááááááááássico!

4 – Buguinha Dub – Vitrola Adubada

Buguinha Dub - Vitrola AdubadaDub de primeira qualidade. É um dos cara mais talentoso que eu já vi tocando e com quem já toquei. O cara remixa ao vivo. Poucos dias que passei de rolê com ele e já o tenho como irmão, é parte da família já! É um cara que você vê nos olhos que está na parada pela música. Talvez por isso eu tenha me identificado muito com ele. Esteve presente em discos importantes, tanto do manguebeat quanto do rap nacional, da Nação Zumbi a Racionais. Não preciso falar mais nada.

Vitrola Adubada é um disco orgânico, raridade nos dias de hoje. Como ele mesmo fala, “Aqui não é polpa, é suco de fruta”. Tem uns “scratches de rolo” ali que é foda! “Tubarão de Bacia” tem os vocais do Jorge, e é muito style. Escuto esse disco quase todos os dias. Sou 100% adepto da filosofia do “Jahmarraparai Celebrai!” (se é que isso é uma filosofia né?). Salve salve Buguinha Dub!

3 – Racionais – Nada Como Um Dia Após O Outro
Racionais são “os cara” mesmo e não tem como negar. Não só pela música, mas por toda a história que eles têm pra contar, tudo que eles viveram. Eles estavam presentes no início de tudo por aqui. São pessoas importantes para o rap nacional. Lembro quando esse disco saiu, várias pessoas falavam que estava ruim, que os caras tinham perdido a identidade e blablablás do tipo. A verdade é que muitas pessoas esperavam que eles viessem “sanguinários” como era grande parte do rap nacional naquele momento. É verdade também que até hoje é um dos discos de rap mais ouvidos nos carros, nas boates, nas quebradas e afins. Produção impecável, as rimas, então, nem se fala. “Jesus Chorou” e “Vida Loka parte 1” são minhas prediletas. Os caras quebraram tudo nesse disco, que pra completar é duplo. Fazer um disco bom já é difícil, imagina dois? Num tem boi não, Racionais é o que tem de melhor no rap nacional mesmo e pronto. Muito respeito!

2 – Nação Zumbi – Nação Zumbi
Esse disco é muito bom. Foi uma das primeiras vezes que ouvi falar de Dub. A Nação, na minha opinião, é a melhor banda do “rock(?) nacional”. Nesse disco em especial, eu gosto muito da mixagem, com bastante referência ao Dub, chapado. Muito foda. Tem umas vinhetas ali também que acho style. Nação Zumbi eu nem tenho muito o que falar não. São bastante competentes e conseguem estar no mainstream sem seguir o mercado, aparentemente eles fazem o que estão afim de fazer e pronto. Acho que é isso que qualquer artista queria, fazer o que realmente está afim de fazer e ainda por cima viver disso.

Há uns 15 dias eu havia ido a SP pra fazer um show no Auditório do Ibirapuera com meus amigos da Black Sonora e tive a sorte de no mesmo dia estar acontecendo a comemoração dos “15 anos do Da Lama ao Caos”. Só quem acompanhou essa parada desde o início que sabe o quanto foi importante essa comemoração. Show de 15 anos do Da Lama ao Caos, com B.Negão, Otto, Fred 04, Buguinha, só dois quarteirões do hotel onde a gente tava, com ingresso de preza. Num tinha nem como não ir né? Clássico!

1 – Quasimoto – The Unseen


Não teria como eu começar essa parada sem antes falar dele, Madlib. Esse cara é um gênio. É um dos meus produtores prediletos. Principalmente pela versatilidade e criatividade dele. O cara faz rap, jazz, reagge, afrobeat, brokenbeat e o que mais lhe der na telha. É uma parada que eu busco muito no meu trampo, não ter fronteiras, fazer o que eu estiver afim de fazer e foda-se o rótulo. Detalhe que em qualquer estilo musical em que ele se aventura ele faz com consistência e não se passa por “aventureiro”.

Destaque pro The Unseen no qual ele usa o a.k.a de Quasimoto. Arrisco dizer que esse é um dos discos mais importantes, se não o mais importante pra minha geração. É só você ouvir aqueles primeiros sons do Quinto Andar bem no começo de tudo, lá em 2000 e pouco, os sons Ascendência Mista e toda aquela galera da época, inclusive eu. Aquela parada do “gravado em casa”, tem muito a ver com esse disco. Tamo ficando velho…

Mais:
http://gurilamangani.blogspot.com
http://myspace.com/gurilamanganigudoiz


Agenda + video da semana

O video da semanaE. Ribas

Muita gente já deve ter acompanhado a estréia do videoclipe de Emicida na internet, assim como no canal da MTV. Os acessos foram vários e o destaque foi dado em diversos sites e blogs. O Per Raps não poderia ficar de fora, e por isso destacou esse video que pode até não ser unanimidade, mas que deve passar bem perto dela se o assunto for “o melhor video da semana”.

Com ótima direção e uma fotografia que revela da melhor forma a estética da rua, o clipe contempla a força de uma música que quando tocada, literalmente faz o chão tremer – por sua força e pela energia que gera no palco e na pista. Agora, além dos vídeos de batalhas de improviso que circulam pela internet, Emicida ganha um registro impecável do caminho que trilhou até aqui e que deverá continuar seguindo nos próximos anos.

O video trouxe mais uma boa surpresa para Emicida, seus fãs e também para o rap: uma indicação a melhor videoclipe do ano, no VMB 2009. Vote!

Artista: Emicida

Música: Triunfo
Direção: Fred Ouro Preto
Direção de Fotografia: Carina Zaratin & Fred Ouro Preto
Câmera : Carina Zaratin & Felipe Igarashi
Edição: Fred Ouro Preto
Assistente de produção: Felipe Rodrigues da Silva

Programa Manos e Minas
Para quem é de São Paulo, não perca a exibição do programa gravado com Emicida.
Sábado 05/09 às 19h
Reprise: Sábado para domingo (06/09), 01h30 e segunda-feira(07/09) às 12h30

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Festas

Curitiba (PR)

hhsnel 0409

Nel Sentimentun @ Hip Hop Sessions [04/09]
Sohounderground: R. Visconde do Rio Branco, 870
M: Free até 00h l após R$ 5
H: R$ 5 até 00h l após R$ 7
Contato: hiphopsessions@hotmail.com
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São Paulo (SP)

Rinha

Rinha dos MC’s @ Especial com o Dj MF [04/09]
*Mês de setembro especial valendo vaga e transporte para a Liga dos MC’s no RJ
Executivo Bar: R. 7 de abril, 725 (Metrô República)
Preço único: R$ 10 l R$ 5 c/ flyer
Mulheres VIP até 00h

TOPO_FINAL_blog

Pizzol @ Zoeira Hip Hop na Vila Mariana (SP) [05/09]
Abertura Ogi
Participações de Dr. Caligari, Doncesão, Nocivo Shomon, Roko, Jeffe e Dj Big Edy
Preço: R$ 15 ou R$ 10 c/ flyer l 50 primeiras mulheres VIP até 00h30
lista: zoeirahiphop@gmail.com

emicida lança

Emicida @ Lançamento do clipe “Triunfo” [05/09]
Sábado, 5 de setembro, às 23h30
Onde: Hole Club (R Augusta, 2203 SP)
Quanto: de R$ 10 a R$ 15

Sombra @ Divulgação (Myspace)

Sombra @ Divulgação (foto: Jozzu)

Sombra @ Sarajevo Club [06/09]
Neste domingo, 06 de setembro
Local: Rua Augusta, 1397 Consolação
Fone: 3253-4292
Preço Único: R$ 10,00
Com Flyer: R$ 5,00 (até 1 h.)
As primeiras 50 mulheres não pagam

Kamau e Pathy de Jesus @ Fya Bun [06/09]
Espaço Forasteiros | 23h30
Rua Valentim Ramos Delano, 52
Altura do nº 2250 da av. Robert Kennedy
Preço: R$ 10 ou R$ 8 (listafyabun@gmail.com)
As 20 primeiras pessoas não pagam
Informações: 5669-3451

SALADAGROOVEENEZIMO

Salada Groove @ Enézimo [06/09]
Discotecagem com os Dj’s Jamal, Lord, Mano P, Spaique (Thaíde)
Preço: R$ 8 ou R$ 5 c/ flyer
Mulher VIP até 00h
Princípios Bar: R. Marechal Deodoro, 640 – centro de São Bernardo do Campo (ABC)
F: 8521 1090

Programação

9º Campinas Street Dance Festival @ Campinas [05 a 07/09]
Preço: R$ 10 l Fórum e aulas abertas
Venda: Colégio Liceu Salesiano
R. Barão Geraldo, 330 – Bairro São Domingos (Campinas)
As atividades de fórum, aulas, workshops, batalhas e shows acontecerão do dia 05 (sábado) ao dia 07/09 (segunda-feira)
Mais informações no site da Battle Brazil.

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Rio de Janeiro (RJ)

black_f

Black Friday @ Clandestino Bar [04/09]
Dj’s Joca-San, Tamenpi e convidados
Sexta-feira, às 23:00
Preço: R$ 10 até 0h / R$ 15 depois (sujeito a aletração)
Clandestino Bar: Rua Barata Ribeiro, 111 – Copacabana/Rio de Janeiro
F: 2132090348 ou jocavidal@gmail.com

BEATS_SET.2009

Festa B.E.A.T.S. @ 3º aniversário do site Expresso22.com [06/09]
Batalha de Beatmakers (A última do ano!)
DJs: Eduardo Salles (Miami Bass) + DJ Erik Scrätch (Hip Hop)
Shows: Fluxo e Beleza (U-Flow)
H: R$15,00 M: R$5 até 00:00h
R$10,00 (com nome na lista ou flyer)
Lista (Comunidade Expresso22) : http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=13261488
Clandestino: Rua Barata Ribeiro 111, Copacabana – RJ
(próx. Metrô Cardeal Arcoverde)

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Belo Horizonte (MG)
Gurila Mangani na Arcadium

Gurila Mangani @ Original Sundays [06/09]
Domingo, a partir das 20 horas.
Com os Dj’s Jahnu, Rafa, Rasnego, Cubanito, Xeréu, Bené e Murda.
Endereço: Arcadium, R. Santa Rita Durão, 645 – Belo Horizonte – MG
Ingressos a R$ 20
Info: (31) 91366193
http://www.myspace.com/theoriginalsundaysbh
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Palhoça (SC)

roda de rima

Roda de B.Boys @ Centro de Palhoça [04/09]
Sexta-feira, a partir das 19h
Praça 7 de setembro , Centro de Palhoça-SC
Evento Aberto
Mais informações:
http://www.azeaerre.blogspot.com/
http://www.myspace.com/100sort