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Grafite corporal é uma boa?

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Grafite é arte, nisso nós todos concordamos, porém como escolher um lugar para expressar essa manifestação artística? Essa é a pergunta que move o trabalho da designer tipográfica Gemma O’Brien.

A artista criou um documentário e uma campanha chamada “Write Here, Right Now”, para incentivar que as pessoas não façam arte em propriedades de outras pessoas. Na opinião dela tudo deve ser feito numa propriedade sua e e meio para divulgar a arte de O’Brien foi o próprio corpo. Durante oito horas a designer escreveu em seu próprio corpo e foi filmada.

Assistiu? Entendeu a ideia dela? Então dê sua opinião na nossa enquete!


Livre das grades, refém da cidade

O Per Raps inaugura hoje o seu canal de vídeos do Youtube, onde daqui pra frente iremos postar entrevistas, matérias, curtas e todo o material relacionado ao conteúdo do blog. Pra começar, disponibilizamos aqui um documentário de 30 minutos que fala sobre as dificuldades da reinserção do ex-presidiário na sociedade, com uma trilha sonora composta majoritariamente por rap nacional.

O vídeo é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso de quatro alunos de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo: Caio Ferretti, Conrado Mazzoni, Felipe Floresti e Daniel Cunha, que escreve aqui pro Per Raps. É uma produção independente e sem fins lucrativos, e nossa intenção com ela é apenas estimular a reflexão.

Dividido em quatro partes, o documentário apresenta cinco histórias de pessoas que sofreram na pele as dificuldades para se manterem livre das grades, e superar o preconceito que os tornam reféns da cidade. Um dos personagens centrais é o rapper Afro-X, que ficou preso por quase oito anos e, na cadeia, se uniu com Dexter para formar o grupo 509-E.


Crips e Bloods + Dicas

Crips and Bloods: Made in America, documentário dirigido- pelo eterno Z-Boy- Stacy Peralta, abre como um tiro as condições históricas do racismo e da desigualdade que criaram uma cultura de violência no centro de Los Angeles, representada pelas gangs rivais Bloods & Crips.

Usando imagens e fotografias históricas, com narração do ator Forrest Whitaker, o filme traça tanto as políticas governamentais quanto os preconceitos culturais que levaram uma comunidade a girar em torno de si. A mensagem é pesada e regada ao choro das mães que perderam seus filhos na guerra das gangs. Além dos depoimentos de ex-membros, é constante o ataque de pensamentos sobre política e preconceito que, juntos, criaram o pior cenário para que pessoas supostamente vivessem em uma sociedade igualitária.

O documentário é dirigido pelo eterno Z-Boy, Stacy Peralta

O doc é dirigido pelo eterno Z-Boy, Stacy Peralta (Divulgação)

Sobre as gangs que atualmente inspiram até a moda, como na californiana Lakai que criou modelos monocromáticos com as cores azul e vermelho (que simbolizam os Crips e Bloods consecutivamente), vale contar um pouco a história de ambas. Os Crips são uma gang fundada em Los Angeles, em 1969 por dois jovens de 15 anos de idade. 

Inicialmente só mais uma gang de LA, os Crips se tornaram mais tarde uma das maiores e mais poderosas gangues norte-americanas, ultrapassando a marca dos 30.000 membros com uma conexão entre rede de sets, que são sub-divisões das gangues, em áreas diferentes. A gang é conhecida pelo envolvimento em assaltos, assassinatos e tráfico de drogas, entre outros crimes. Seus membros são identificados através de roupas de cor azul.Essa prática foi abandonada de uns anos pra cá, por causa da facilidade da polícia em identificar os integrantes da gang.

Alguns rappers são assumidamente Crips como Snoop Dog e o membro da G-Unit, Spider Loc. Os Bloods, a gang rival, na verdade são membros desertores dos Crips- os Avalon Garden Crips e Inglewood Crips e mais alguns sets de Crips que juntaram forças. Eles começaram a expandir do território Crip, para áreas não-Crip , que eram controladas pelos L.A. Brims , uma poderosa gang de rua formada em 1969.

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Para responder às investidas dos Crips, muitas pequenas gangues se juntaram e finalmente formaram os Bloods em meados de 1971. Os Bloods atingiram uma proporção igual, atingindo a marca dos 25.000 membros e seguem a mesma linha de crimes dos Crips. São identificados por suas vestimentas de cor vermelha. Entre os Bloods “famosos” está o rapper The Game, afiliado à gang nos anos 90.

Vamos às boas notícias sobre o documentário? Bom, ele não tem previsão pra chegar ao Brasil. Mas é possível comprá-lo pelo site cripsandbloodsmovie e lá você pode ver fotos e mais trechos do documentário.

Visite também:

www.myspace.com/cripsandbloodsmovie
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Novidades

O MC de BH, Renegado, havia lançado seu clipe numa festa do Zoeira Hip Hop, no dia 04 de abril. Agora, você já pode assistir esse trabalho na internet. A música “Santo Errado” faz parte do CD Do Oiapoque a Nova York, lançado em 2008. A direção é de Erich Baptista.

Props to B.Dog!

O cantor e compositor Maxwell, acaba de lançar seu novo single, “Little Wings”. Após 7 anos sem gravar, o neo-soulman volta mostrando que não perdeu o jeito. Agora, Maxwell se prepara para seu 3° disco, intitulado “Black”. Esse trabalho fará parte de uma trilogia, a Black Summers’ Night. A cada ano, a partir de 2009, será lançado um novo trabalho, até 2011.

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Leandro Roque aka Emicida - por Ênio César

No rap brasuca, este primeiro de maio foi marcado pelo lançamento oficial da mixtape “Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe”, do Emicida. Para saber mais dessa fita mixada tão aguardada, acompanhe a entrevista do MC na Rádio Boomshot e no site Voz da Rua. Por aqui, você terá uma prévia de um dos sons que fazem parte dessa mix. Você pode requisitar seu exemplar pelo email emicida@gmail.com.

Emicida, “Vai ser rimando”
http://raps.podomatic.com/enclosure/2009-04-30T23_13_48-07_00.mp3″

Saiba mais:

Rádio Boomshot
Voz da Rua
2 Deep Mixtapes