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Chega ao fim o Festival Indie Hip Hop

Indie Hip Hop is dead! por Eduardo Ribas

O festival Indie Hip Hop durou 10 anos. Dias atrás chegou a notícia de que o evento teria chegado ao fim. Não sei se faltou repercussão pela notícia ter vindo de um veículo que pouco fala da arte resultada da junção do MC e DJ, mas o  fato é que o Indie Hip Hop acabou e isso não irá mudar.

Ano passado, o Indie completou seus 10 anos. Trouxe o celebrado Mos Def para tocar, contou com uma bela exposição de fotos, com um livro contando a trajetória do evento e com a aguardada presença dos grupos e MC’s brasileiros que, ao menos uma vez ao ano, tinham um palco decente e com todas as condições para uma apresentação de alto nível. Mas isso agora acabou.

Felizes aqueles que puderam se apresentar uma ou mais vezes. Felizes foram aqueles que ao menos uma vez na vida puderam tocar para duas, três mil pessoas que curtem rap. O calendário brasileiro, ou melhor, o calendário do eixo Rio-São Paulo estendido a Curitiba, se moldava muitas vezes em função do festival, sendo que por muitas vezes o melhor do ano vinha apenas no segundo semestre baseado nisso. E não me digam que esse “fenômeno” não era proposital. A partir de agora, estão todos liberados a lançarem na data que acharem melhor, pois o Indie Hip Hop acabou.

Iniciado em 2002, mas com um embrião de nome Dulôco, o Indie já levou ao palco atrações como De La Soul e o nacional e finado Academia Brasileira de Rimas, abrindo espaço para novos talentos do Brasil e para renomados do estilo vindos da terra natal do rap, os Estados Unidos. E tudo isso a preço de banana, como dizem; quando não era de graça, eram cobrados míseros reais, que jamais pagariam por uma estrutura daquelas ou atrações de peso em seu line-up. Agora já era.

O Indie Hip Hop também representou a chance de um futuro melhor aos grupos e MC’s que se apresentavam, já que eles tinham a condição de receber um valor justo por sua apresentação, justo e até fora da realidade, se comparado com as pequenas e resistentes casas que abrem espaço para o rap Brasil afora. Por trás do evento estava um homem, Rodrigo Brandão, que não trabalhava sozinho, estava ali alinhado com o Seu Chico e tantos outros que o ajudavam nos bastidores. Ainda assim era muito criticado, diziam que no palco do Indie Hip Hop só pisavam os amigos de Brandão, mas quem acompanhava sua curadoria tinha conhecimento que a verdade não era essa.

Conheça a história do Indie Hip Hop no Sesc Santo André
Conheça a
história do Indie Hip Hop no Sesc Santo André – parte II

Na entrevista que deu, Rodrigo Brandão comentou os argumentos do Sesc, que apontou o quebra-quebra nos banheiros no ano passado, sem contar com as pixações ocorridas em torno do local do evento. O quebra-quebra confesso que não vi, mas todo ano ouvia reclamações dos moradores sobre as pixações, inclusive de uma creche que fica colada ao Sesc, e que dá suporte aos filhos dos moradores da comunidade que fica ali próxima, nem essa teve perdão. Quem paga o pato? Não importa, ano que vem os responsáveis pelas pixações e o quebra-quebra não estarão mais lá. Sabe por quê? Não haverá a edição 2010 do Indie Hip Hop.

Mas tem mais. Se por um acaso fosse ocorrer uma nova edição, quem seria a atração musical da gringa: Q-Tip? Duvido que atrairia tanto público, a não ser que trouxesse os outros integrantes do A Tribe. Quem mais, Anti-Pop Consortium? Também duvido que renderiam três mil pessoas sábado e mais três no domingo. KRS-One? Disseram que ele não viaja de avião. The Roots? Esses ai cobram caro demais para o padrão do evento. E os novos nomes do rap norte-americano, por que não eles? Porque por essas bandas o gosto e a apreciação por novos nomes não acontece (e se acontecem, ocorrem numa proporção mínima), quase como se todos estivessem ainda presos à golden era e dali nunca pudessem sair, como aquele povo da Caverna dos Dragões.

Avisem ao pessoal de Curitiba que esse ano não precisam separar uma grana para fretar ônibus e vir para São Paulo. Avisem também o pessoal do Versu 2 (BA), o Rapadura (CE), o Gurila Mangani (MG), a Karol Conka (PR), o Menor (SC) e até o Emicida (SP), que nunca se apresentou nesse evento, além de tantos outros, que eles não precisam providenciar passagem e nem apressar a produção de seus trabalhos. A partir de 2010 não vai ter Indie Hip Hop.

Lembro do Mano Brown dizendo emocionado no show que fez com o Big Ben Bang Johnson no mesmo Sesc Santo André, que era uma honra estar naquele palco, pois antes ele apenas observava os grandes shows que aconteciam ali da rampa de acesso da casa. Mandem avisar o Brown que estamos felizes que ele realizou seu sonho, mas o sonho de tantos outros, acabou. E o que fica? Quem vai se propor a organizar algo perto do que foi o Indie Hip Hop? Ou então qual evento poderá substituir a alegria do final de ano de muita gente? A pergunta fica no ar. Que seja respondida em breve.

*Video extraído do Blog Cheiro da Rua, de Marco Paolielo (Revista Trip).

Veja como foi o primeiro dia de shows do Indie Hip Hop 2009
Veja como foi o segundo dia de shows do Indie Hip Hop 2009
Veja como foi o
Indie Hip Hop 2008

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18 Respostas

  1. Stefanie Gaspar

    Enquanto isso, os grandes festivais esbanjam dinheiro por aí, furam os olhos uns dos outros por atrações gringas incensadas só pelo hype e inflacionam os preços dos shows para os bookers gringos.

    Cada vez mais, os pequenos festivais sofrem com essa visão que esses “empreendedores” têm da música: uma maneira de chamar a atenção para um evento que só se importa em ganhar montes de dinheiro e não criar nenhuma continuidade ou evolução no mercado de shows brasileiro.

    E o Indie Hip Hop, no meio dessa história toda, morreu.

    julho 8, 2010 às 18:21

  2. Bom, a entrevista é muito mais que essa sua noticia, por mais importante que ela seja, Rodrigo Brandão foi um herói do Rap nacional e disso que a entrevista trata: da história dele e assim, com todo o respeito ao trabalho do Perraps, mas não custava NADA colocar o crédito e o link do “veículo que pouco fala da arte resultada da junção do MC e DJ” Afinal que realizou a entrevista foi o tal veículo não vocês …

    julho 8, 2010 às 18:51

    • Marco, peço desculpas pela falta do endereço para a Trip. Adicionarei o link, mas que fique claro que a opinião sobre seu veículo não condiz com o pensamento do blog, e sim do autor do texto: Eduardo Ribas.

      A respeito do Rodrigo Brandão, já falamos do trabalho dele e continuaremos falando, mas nesse caso o que foi necessário dessa entrevista em video foi o gancho do final do Indie Hip Hop. Espero que entenda.

      Abs.

      julho 8, 2010 às 19:02

    • Marco, vi que Eduardo se desculpou e tal, mas… Os créditos que estão no vídeo não valem como crédito?

      julho 9, 2010 às 13:45

  3. Charles Henrique

    Ahhhhh MuLÉQUUEEE!!!!!

    julho 8, 2010 às 19:26

  4. Acho que tudo nessa vida possui ciclos.

    Fui em todos os Indies desde 99, o evento foi um marco, um degrau escalado pelo rap nacional. Estrutura para os artistas, atrações fodásticas e muito bem selecionadas, preço excelente para o público. Mas reparou que as pessoas nunca estão satisfeitas? Todo mundo já ouviu gente metendo o pau, cheguei a ver cartazes falando merda do evento NO evento! Tipo, se deram ao trabalho! Isso é brochante!

    Dói o coração, mas o Indie cumpriu seu ciclo, proporcionou momentos inesquecíveis, uniu pessoas, e tudo o mais… mas agora é partir para o próximo. Sem drama. Subir mais um degrau, descobrir uma receita nova, olhar pra frente. Todos os gringos querem vir pro Brasa, tem muita coisa boa vindo por aí.

    Mais uma: acabou o Indie, mas lembra do Zumbi Hip Hop com Aesop Rock? Ou o lançamento do cd da Boomshot com Wild Child? Mad Lib no SESC Pompéia? E Prefuse no CCJ? E a possível vinda do Antipop para agosto? Ainda dá para ter esperança de bons eventos com boa estrutura e preços honestos. E de gente se animando a trabalhar mais nos bastidores, fazer novos eventos!

    Sobre a falta de repercussão do fim, achei que tinha sido abertamente falado no último Indie. Viajei?

    abs
    Carla

    ps – Créditos (seja de foto, filme, frase, beat…) são imprescindíveis, sempre.

    ps – O lance do golden era é fato! Eu amo (quem não se arrepia?), mas como público (o que não tem muito hj em dia) eu quero coisa nova! Vamos arriscar mais galera!

    julho 8, 2010 às 20:11

    • Pois é, Carla.

      Concordo contigo que o ciclo chegou ao fim e agora é bola pra frente. E quem é que nunca ouviu alguém reclamando do Indie? Mas tem aquela história: tem gente que só perdendo passa a valorizar. E sim, há outros ótimos eventos, que obviamente não possuem a grande estrutura do Indie, mas seguirão acontecendo para a nossa felicidade!

      A respeito da falta de repercussão é apenas um pormenor, uma impressão particular mesmo. O que importa nessa história toda é registrar o fato e seguir a vida. Sobre os “ps’s”, crédito é essencial mesmo e a golden era é e sempre será empolgante, mas além desse horizonte existe muito mais…

      Abs.

      julho 8, 2010 às 20:23

  5. Izaias azze

    Vai fazer falta,muita falta…
    Pois cada vez menos temos eventos com tão boa estrutura como era o Indie…

    Porra cara!Cada vez mais as novas gerações vão ficando mais carente de de bons eventos,bons grupos,bons shows…
    è foda…

    julho 9, 2010 às 12:53

  6. Rob MC

    Por isso que o hiphop não vai pra frente, por causa de alguns marginais e vandalos dentro do proprio movimeto não teremos esse evento maravilhoso….é preciso refletir e devemos respeitar a nós mesmos, ou então a imagem do hiphop será sempre manchada e as coisas ficaram muito mais dificeis………lembram do Virada Cultural com o show dos Racionais?????

    julho 9, 2010 às 17:15

  7. Paulo

    É a golden é empolgante, mas não existe modo do povo sair da “Caverna dos Dragões” se a nova geração não chega a seus ouvidos, não os impressionam.

    Qual a relevância de um J. Cole ou Jay Electronica perto do músico Mos Def? Acho que a internet interfere muito nisso, pouca repercussão e pouca empolgação causam os novatos devido a baixa vendagem dos seus álbuns.

    julho 9, 2010 às 22:08

  8. Paulo Brazil!!!

    Sabemos que muitas coisas em nossas vidas são ciclos, mas bem que esse ciclo poderia se estender um pouco mais, infelizmente acabou …..

    Moro em Salvador e mesmo em 10 anos de evento, nunca pude comparecer em nenhum, mas mesmo de longe pude acompanhar a força desse evento, evento não, verdadeiras celebrações da Cultura Hip Hop.

    Os atos de vandalismo citado pelo Rodrigo, são simplesmente lamentáveis, como nós que fazemor parte do Hip Hop, poderemos advogar a favor de nós, diante de atitudes como essas, aí fica difícil.

    Mesmo sem querer generalizar, pois sei que a grande maioria absoluta não partilha dessa mentalidade e/ou comportamento.

    As vezes tento me colocar do outro lado da moeda também, se fosse eu o dono de uma cosa de shows, abriria o meu espaço para eventos de Hip Hop?

    Precisamos amadurecer ….

    julho 10, 2010 às 09:11

  9. d.t.o

    Realmente,tudo na vida tem seu ciclo seu momento,e devido a esses problemas,o fim chegou,mais do jeito que tava,uma hora ou outra iria acabar,muita gente criticando o Rodrigo Brandão,mais a maioria nem chegou a perguntar se o cara queria uma ajuda e tal,muito maluco pra derrubar,poucos pra te ajudar a levantar,fica difícil.No começo o preço do ingresso era muito barato,as vezes era até de graça,no show do MOS DEF,nego tava vendendo ingresso a R$60RS,porra é de nóis pra nóis,da rua pra rua…..já não tava ficando mais INDIE assim….já tava perdendo a essência INDIE . Eduardo você disse uma coisa certa,talvez perdendo esse evento ,algumas pessoas valorizarão mais,o jeito é esperar essas atrações que você citou,em outros eventos……..ainda sonho em ver o MF DOOM em terras tupiniquins rsrsrsrsrs. abrçs.

    julho 12, 2010 às 20:50

  10. Leiam também o post do pessoal do Voz da Rua, que chegou a conversar com o pessoal do Sesc Santo André sobre o fim do Indie Hip Hop.

    Parabéns para a Fabíola Ribeiro, que escreveu o texto, e pra Rafa de Oliveira, que deu a dica.

    Acessem: http://vozdarua.com.br/novo/?page_id=679
    No twitter: @sitevozdarua

    julho 13, 2010 às 11:50

  11. Pelo fato de já ter tocado em uma edição do evento, e por também ter escrito no livro comemorativo de dez anos me sinto no dever de dizer algumas palavras sobre a entrevista feita pelo blog Cheiro da Rua/Trip:

    _ É muito bom ver alguém resumir sua experiência com o hip hop com tanta clareza, é quase palpável a paixão do cara pela cultura. Poucas vezes na minha vida de membro atuante do hip hop brasileiro, eu vi alguém conseguir explicar com tamanha imparciliade e respeito essas divisão no rap nacional e o porque dela existir.

    _Também lamento o fim deste projeto, mas acredito que a fórmula estava esgotada, pois como o Brandão disse o Indie foi feito para ajudar a criar uma cena de rap alternativo e o festival acabou fazendo até mais que a sua meta inicial, pois ele acabou “oficializando” está cena. Sobre o esgotamento do mesmo, na minha opinião grande parte do público não entendia a primeira vocação do Indie de trazer a vanguarda do rap, gente que faz rap com um outro apelo e que por isso não tinham espaços decentes para tocar…enfim de uma forma mais experimental ou alternativa.
    Ouvi muita gente criticar o show do Mos Def por exemplo, pois ele ficava “cantando samba” no meio da música e outro tipo de comentários “xiitas” desse tipo. A impressão que eu tenho sobre o público do Indie nos últimos anos era: 30% era “underground” demais e achavam o “Mos Def” pop demais, pois ele faz filmes em Hollywood, ou por qualquer motivo estúpido como este. Outra parcela do público, acredito ser 50%, era completamente alienado dessa cena e estavam esperando o ano que o Akon seria chamado, não estes caras deseonhecidos que não tocam no rádio, e nem nas baladas que eles curtem. Ou seja sobram 20% de gente que realmente sabia a proposta do festival e por isso estavam lá todos os anos prestigiando.

    _ Concordo com a Carla ((http://cafecombolachaz.wordpress.com/)), tem vários outros formatos de projetos que podem trazer os artista da dita cena alternativa, não precisa ficar preso a um formato gigante, existem outras possibilidade de ouvir bom rap com preços acessíveis e estrutura decente. Na verdade vou além, como fez o Brandão, nós podemos começar a arregaçar as mangas e produzir os nossos próprios festivais, não? Vamos engolir o choro galera…falo isso na frente do espelho pra ver seu eu sigo o meu próprio conselho, rs.

    Valeu Per Raps pelo espaço!

    julho 13, 2010 às 14:40

  12. Miel

    So Avisa Pros filho da puta que contribuiram para o final do maior evento de rap do brasil, que essa porra nao vai pra frente por causa deles. Ae quando uma produtora se dedicar a fazer evento grande assime cobra 50,00 60,00 pra mais, lembre-se que ninguem tem direito de questiona.
    Bando de atrasa lado !

    julho 13, 2010 às 22:59

  13. Por qualquer motivo e uma pena o fim do evento,tanto pra mim , como artista ou ouvinte de rap, me parecia algo decente pra ambas as partes,artista e publico,contribuicao imensa deixada pelo Rodrigo Brandao.
    Lamentavel gente pensando merda e transbordando ignorancia,achando vandalismo bacana ou despresando expressoes artista. vlw per rap,vlw geral!

    julho 14, 2010 às 00:36

  14. sikera

    Com muito tristeza que recebi esta notícia. Muitos falam em seguir a bola pra frente, mais como se perdemos o nosso melhor jogador? Não será da noite pro dia que irá chegar outro espaço com a mesma qualidade e produtora capaz de satisfar os orfãs do Indie.
    Agora porque nós que amamos esta cultura temos que pagar o pato , por atos de pessoas inconsequentes? O que temos que refletir??? Porque sobra para nós?
    Desculpa a expressão , mais com pessoas assim é na base da porrada sem dó mesmo.
    E claro Sesc visa lucro e não preju, imagina quanto não ficou suja a imagem do Sesc depois da festa? Enquantos nós felizes da vida por ter ido em mais um Indie , alguns vândalos destruiram o nosso espaço.
    Será difícil ver um evento de perto com a mesma estrutura, aonde qualquer um de nós poderia levar nossos pais e falar isso aqui é a cultura hip hop, vamos ali fazer um lanche.
    E tudo com preço acessível. Como vou ver uma atraçaõ gringa por R$ 8,00???
    Que será difícil ver um evento semelhante com um preço bom para todos será.
    Sikera diretamente da Thailândia Brasileira.

    julho 16, 2010 às 01:36

  15. Giovanna

    Concordo com o WallaC quando ele diz:”Por qualquer motivo e uma pena o fim do evento,tanto pra mim , como artista ou ouvinte de rap, me parecia algo decente pra ambas as partes,artista e publico,contribuicao imensa deixada pelo Rodrigo Brandao.”
    O indie foi um marco na historia e não se perderá jamais a evolução que esse evento causou nesses ultimos 10 anos,mas as vezes eu paro para refletir sobre o Rap no Brasil e infelizmente chego a conclusões muito parecidas com o texto quando esse diz: “O calendário brasileiro, ou melhor, o calendário do eixo Rio-São Paulo estendido a Curitiba, se moldava muitas vezes em função do festival, sendo que por muitas vezes o melhor do ano vinha apenas no segundo semestre baseado nisso.”
    Infelizmente porque pra mim o Rap no Brasil precisa de muito mais do que um monte de gente querendo subir no palco de um evento por ano,por mais importante que esse evento seja,na minha visão o Rap no Brasil precisa começar a olhar mais pra frente,pensar em atingir diversos publicos,passar uma mensagem positiva e de crescimento,evoluir em questão de musicalidade,o que muitos Mc’s tem feito,ainda bem.
    A aparição em eventos com o Indie Hip Hop devia aos meus olhos ser uma consequencia e não o objetivo…
    De qualquer modo,devemos agradecer por esse grande evento ter feito tanto pelo Rap nos ultimos 10 anos e torcer para em breve terem eventos tão bom quanto.

    julho 17, 2010 às 12:55

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