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Wyclef Jean mobiliza donativos via internet para o Haiti

Haitianos removem escombros com as próprias mãos

O terremoto que atingiu Porto Príncipe é o maior em 200 anos – E. Ribas

Nós precisamos agir agora – Wyclef Jean

Um dos países com a mais bela história das Américas, o Haiti, sofreu na tarde desta terça-feira (12) um abalo sísmico que gerou milhares de mortes. O terremoto foi um dos mais fortes nos últimos 200 anos e derrubou escolas, hospitais, prédios públicos e casas. Além disso, os serviços de energia e telefonia do país sofreram danos.

O grande problema dessa história é a condição financeira do Haiti, considerado o país mais pobre do ocidente, o que dificulta ainda mais a possibilidade de socorrer os feridos. No país, 80% da população vive com menos de dois dólares por dia, ou seja, abaixo do nível da pobreza.

O Haiti possui 9 milhões de habitantes, é uma ex-colônia francesa e a república negra mais antiga do mundo.  Ela foi fundada por escravos que organizaram uma revolução e levaram seu país à independência em 1804.

Mobilização via internet

Nos momentos de caos, a internet tem se mostrado uma ótima ferramenta de mobilização. Nas eleições do Irã, por exemplo, a web foi fundamental para a organização da oposição, além de possibilitar que várias manifestações fossem organizadas.

No Haiti, quem vem ajudando é o twitter, já que diversas pessoas vêm pedindo donativos para ajudar os haitianos. Um dos mais engajados é o rapper Wyclef Jean (http://twitter.com/wyclef), integrante do clássico grupo The Fugees, que nasceu no Haiti e costuma se engajar em diversas campanhas humanitárias.

No blog do MC e produtor há inclusive um post falando sobre a tragédia. “As duas milhões de pessoas de Porto  Príncipe enfrentaram sozinhas a catástrofe desta noite. Nós precisamos agir agora”. Wyclef disse também que o presidente Barack Obama se mostrou disposto a agir no Haiti e ajudar no que fosse preciso, no entanto o rapper pontuou que isso precisa acontecer o quanto antes.

Também na CNN, um haitiano mandou um relato sobre a situação atual de Porto Príncipe. Aparentemente a internet ainda funciona na região, o que permitiu que algumas pessoas pudessem se comunicar ou enviar notícias por meio de blogs e algumas redes sociais.

Ajuda humanitária

Wyclef Jean publicou em seu blog que as pessoas podem ajudar pelo celular, enviando donativos de 5 dolares para a  Yele Haiti Earthquake Fund – fundação criada pelo próprio Wyclef – ou doar via site na Yele.org. O rapper foi entrevistado pela CNN e convocou todos para ajudar. Neste momento, sua página de twitter se concentra nos esforços de  mobilizar pessoas e arrecadar donativos.

O rapper e produtor musical descendente de haitianos, Pras Michel (http://twitter.com/prasmichel), ex-parceiro de Wyclef no Fugees, manifestou seu carinho pelo país. “Acabo de falar com algumas pessoas no Haiti e a capital inteira está destruída. O Haiti parece nunca conseguir ter uma folga”, afirmou Pras. Outros tuiteiros como Ashton Kutcher e John Legend também manifestaram apoio às vitimas do país.

O que temos a ver com isso?

O Brasil, que comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti visando espaço no Conselho de Segurança da própria ONU, também prepara sua  mobilização. O país comanda cerca de 7 mil soldados de 15 nacionalidades e tem 1.266 cidadãos brasileiros na região. O general de brigada Carlos Alberto Barcellos disse que “certamente, o Brasil vai unir esforços com outras nações para ajudar um país amigo”.

Além disso, vale observar os aspectos positivos de uma mobilização via internet. De forma romântica, isso pode mostrar que nem tudo está perdido: as mudanças por meio das ações das pessoas ainda são possíveis. Talvez um exemplo desses ainda não aconteça no Brasil, mas imagine se algo do tipo tivesse ocorrido no desastre de Angra dos Reis ou de Santa Catarina, por exemplo?

Talvez uma mobilização futura em relação à política (eleições), catástrofes e em tantos outros momentos possa vir a acontecer. Será possível?

Com informações de Último Segundo (iG).

Mais:

CNN Videos
Twitter
Yele.org

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2 Respostas

  1. Fala-se em “redes sociais” mais poucos nela tem a “responsabilidade social” parabéns Per Raps, exercendo cidadânia através da informação.

    Luz a tod@s!

    janeiro 14, 2010 às 02:36

  2. casadanegrita

    Vejo mais gente se mobilizando pra falar do que pra fazer. Talvez se uma ajuda real significasse uma posição almejada na ONU todos os “cybermobilizados” fizessem algo, de fato. O Wyclef, o casal Jollie-Pitt sempre estiveram envolvidos com os problemas na África. E continuam.

    Agora o FBI descobriu uma fraude nas doações destinadas ao país… O que fazer?

    Olhar pro nosso quintal não é fashion, a palavra da moda, que tá super usando é “Haiti”. Triste em todos os aspectos.

    janeiro 16, 2010 às 01:23

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