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Thig Smith fala sobre carreira solo – Parte II

Na segunda parte da entrevista concedida ao Per Raps, Thig Smith falou sobre preconceito e sugere uma mudança de mentalidade para que o rap seja tratado como música, acima de tudo.
Confira:

Preconceito

Geralmente as pessoas quando olham pro rap já vem com aquele pé atrás, pensam que a gente é bravo. Mas quando a gente começa a trocar idéia isso aí já não existe mais, eles vêem que a gente é que nem eles. O rap ainda é um movimento muito desvalorizado. Tem gente que fala pra mim que artista de rap não ganha dinheiro porque a gente vive num país de terceiro mundo, mas aí eu pergunto: e o sertanejo, vive aonde? E o samba? E o pessoal do rock, e o funk, em que país que eles vivem? Então não é assim.

Eu vejo que o rap não aparece. A gente não ganha dinheiro com isso porque o nosso trabalho não é divulgado, e as pessoas não querem pagar por alguma coisa que elas não conhecem. O rap tem que chegar, é uma música que tem que chegar chegando em todos os meios de comunicação, mas a gente tem que saber entrar e sair, saber se postar. Se você está cantando na TV, você está falando pra população, então não pode sair falando palavrão, aloprar. Tem gente que acha que isso é se vender, mas não é, é saber se postar.

Acho que o preconceito foi o grande responsável para o rap não estar no lugar que deveria estar. O preconceito de fora pra dentro, que existe muito, mas o de dentro pra fora, que é pior ainda, na minha opinião. Porque, por exemplo, o rap surgiu como uma música marginalizada e era discriminado. Chegou em 98, 99, aí a mídia e a sociedade começaram a abrir espaço e respeitar o rap. Era a hora de invadir tudo, mas muita gente não quis. Eu respeito essa postura, mas não acho certo todo mundo querer ir pelo mesmo caminho. Hoje os caras estão se ligando que esse caminho não adiantou nada.

O caminho hoje é fazer música boa, música agradável. Se você falar pra mãe da sua namorada que canta rap, ela já imagina que vai vir aquele cara de boné, calça larga, aquelas gírias, aquele jeito de ser, revoltadão, então o rap tem um padrão de estética horrível. Mas o rap não é só isso, tem várias outras vertentes, vários caras pensantes, vários caras estudados. O caminho que eu vejo hoje é fazer música boa e ter visão. Eu vejo muito cara bom de rima, mas sem visão. A visão que os americanos tiveram em 90, de fazer o dinheiro girar.

"Tem mano que ainda acha que está em Compton, só que na época do The Game" (Thig)

"Tem mano que ainda acha que está em Compton, só que na época do The Game" (Thig)

Nos meus novos trabalhos, eu vou falar pra todo mundo. Imagina um jovem da periferia, negro, fazendo um rap pra todo mundo: mulher, homem, pros caras do rap…eu quero colocar bastante da minha personalidade. Eu acho que falta muita malandragem no rap, aquela malandragem que o samba antigo tinha. Antigamente o samba também era muito discriminado, mas conseguiu descer o morro porque bateu de frente, se assumiu como música. Fizeram as pessoas enxergarem aquilo como música.

Eu quero fazer com que o rap cresça aqui, eu sinto que eu fui jogado com essa missão no rap. Qual é o momento que o cara quer ouvir um rap? Numa festa, não é? Mas na festa ninguém quer ouvir sofrimento. O cara trabalha de segunda a sexta, aí na sexta-feira à noite o cara vai pro baile, ele não quer ouvir as minhas depressões. Não que não tenha que ser falado desses assuntos, mas esse não é o tipo de música que as pessoas estão procurando.

Eu fico triste pela decadência do rap, pelas idéias fracas que o rap aderiu, o preconceito. O rap tem preconceito com o mano – e eu fiz parte disso também, se eu disser o contrário eu vou estar mentindo – que coloca uma camiseta apertada e se diz modelo. O cara é modelo ué, ele trabalha de modelo. O rap tem preconceito com o mano que é cantor, faz backing vocal de R&B, pro rap ele é viado. O rap tinha preconceito com uns caras que faziam um som mais misturado com um ragga, chamava eles de ‘lagartixa’. Tudo errado. Tudo errado…

O poder da música

Eu não vi os caras percebendo que poderiam fazer um som com a Luciana Melo. Ela ta aí, ela faz rap, irmão. Tem caras que estão aí, que são os considerados ‘grandes’ do rap, que não eram pra ter na música deles uns caras que cantam mal. Tem vários caras que fazem backing vocal na periferia e são ruins, e era pra esses rappers fazerem músicas com esses grandes artistas que estão aí e cantam bem. Não é porque é um grande artista, é porque canta bem, eu to falando de música. Eles não estão fazendo isso, eles tão de chapéu.

Hoje, do que eu escuto, gosto do Pentágono, DBS e a Quadrilha, Função RHK, dos moleques da zona leste, Magnus 44, Klasse Korreria, gosto do Rincon Sapiência, acho que o moleque tem tudo pra estourar, a mente dele ta a milhão, ele evoluiu. Gosto do Da Bandit, do Sombra. Gosto desses caras todos que são muito bons, mas de repente não são os caras que estão tendo espaço porque não tem uma rádio que toca. Se tivesse uma, uma só, resolvia. Esses são alguns dos caras que tão no tempo, que fazem música pra todo mundo.

Eu sou um cara que escuta música pelo que eu gosto. Eu gosto do Pepeu Gomes, que é o marido da Baby Consuelo. Eu não quero saber se o maluco é playboy, eu quero saber da música do cara, a música é da hora. Eu ouço, ponho de madrugada no carro voltando dos rolês, é da hora. E mudar a mente dos moleques do rap é difícil, tem que trabalhar muito ainda. Mas eu quero mudar isso daí, eu me sinto um cara pra mudar isso aí. Porque eu queria ver um cara que veio do nada. Na hora que os caras verem minha realidade, o lugar onde eu moro…eu quero que se identifiquem comigo que nem eu me identifico com o Sabotage, por exemplo.

Eu acho que o rap nesse tempo todo teve três erros cruciais: músicas lentas, letras ruins e a aversão à grande mídia. Não adianta mano, as empresas só vão patrocinar o Ronaldo se ele fizer gol, se ele aparecer no jogo do Corinthians. A coisa precisa andar, o rap precisa aparecer. O rap não toca na periferia por quê? Porque os moleques não têm acesso aos raps que são bons também. Eles só ouvem na rádio o cara reclamando da vida. Se você chegar na minha vila hoje e mostrar esse tipo de som pra um cara lá, o cara vai ouvir e falar: ‘Puta negócio mentiroso!’ Ta todo mundo na periferia lutando atrás de alguma coisa, seja no crime, na música, no futebol, em um emprego convencional, em alguma coisa, ta todo mundo lutando. Essa história que o rap implantou que ta todo mundo parado, sofrendo, chorando, isso é mentira. É mentira. Ta todo mundo batendo de frente.

Perdeu a primeira parte da entrevista? Então clique aqui e confira.

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26 Respostas

  1. biha

    não concordo com tudo, mas acho que ele está certíssimo quando diz que tem muito cara bom com backing vocals lamentáveis. os caras se fecham em um ciclo vicioso que não leva a lugar nenhum, com aquela velha mentalidade do “se vendeu”.
    o rap nacional tem apenas uma geração muito forte e grande expressão: a primeira, com racionais, rzo, mv bille facção entre outros. e essa geração é muito boa, mas infelizmente muito copiada. os caras querem ser esses caras, e esquecem de ter as próprias opiniões e de fazer do seu jeito.
    infelizmente a galera acha que se o racionais decidiu não se expor muito e deu certo como grupo, essa é a fórmula e a regra a ser seguida! pegam convicções e decisões dos mais antigos como via de regra para toda a “indústria” do rap, se assim pode se chamar.
    tá na hora de andar com as próprias pernas e respeitar os que tem uma idéia diferente. o negócio é tão complicado que os moleques começam a fazer rap com 18 anos e começam a ganhar uma maior expressão e espaço quando já estão na casa dos 30, e isso desanima.

    julho 7, 2009 às 16:47

  2. Luanah

    e o pior foi que o rap teve que chegar a esse ponto de fracasso onde esta hoje para vocês conseguirem enxergar alguma coisa né, senhor thig??
    sinceramente sempre ouvi rap internacional, por não suportar as letras trágicas do rap nacional. gostei de ‘jaçanã picadilha’ quando ouvi o DJ king tocando na trans continental e gosto de mais alguns outros, espero que esta nova geração do pessoal do rap consiga fazer musicas melhores pra se ouvir!

    julho 7, 2009 às 22:41

  3. ue’, porque o thig não citou mais sobre o cabal e o d2 ? ele esqueceu disso ?
    pode se desculpar, vai thig !!! rsrsrsrs

    julho 8, 2009 às 00:29

  4. irmão se num acha que se explica de mais pra quem tem razão ?

    julho 8, 2009 às 01:14

  5. DéBby

    Nossa Eduardo acho que vc está mais preocupado com o Cabal do que o Thig ou o próprio Cabal mesmo
    O Cabal Sempre é citado pq tenho certeza que muita gente e até mesmo vc ouviu muito ele … e o thig está conquistando o espaço dele e vc conquistou o que ? faltou sua entrevista tb… manda uma entrevista pra gente ve o que vc já fez pelo rap….
    Thiagoo não é ninguém daqui que tem que te julgar … só vc sabe o que é bom pra vc….

    julho 8, 2009 às 02:08

  6. Amaro

    Bom a verdade tem que ser dita, oquê o raper (Thig) quiz dizer é que a musica pra quem faz tem que saber fazer por exemplo um livro se não for bem escrito não conseguimos ler. Infelizmente o Brasil na parte da musica (Rap) está em estado grave Por motivos Em que muita pessoa Grande Que poderia fazer algo não faz, ou finge em não ver pois existe muito talento por ai fora nos bairros de São Paulo por exemplo! e é por isso o funk domina além de ser bem administrado por mulheres dançando e Bailes lotado na verdade enquanto o (Rap) não pensar em ganhar seu dinheiro vai ficar em estado de alerta..

    julho 8, 2009 às 02:57

  7. Na minha opinião nunca devemos esquecer por que e pra que o rap foi criado. Lendo essas duas partes da metéria me veio um pensamento…por que toda vez que se fala em fazer musicas pra mulheres essas músicas são sempre fracas de idéia e 100% dançante? será que nossas mulheres realmente só estão afim disso, de rebolar e no fim da noite ficar com o super astro do rap que fez ela requebrar a noite toda? acho que realmente o rap tem que evoluir,mas nunca fugir da sua raiz… até considero os beats dançantes ,desde que contenham letras sérias..dificil?não acho… a revolta tem que ser cantada,pois não podemos nos contentar com a nossa situação e começar a falar só de mulher e dinheiro… temos que lutar pra que nossos semelhantes não sejam mais obrigados a conviver com egosto a céu aberto,com a fome e a falta de educação. Creio que o rap tem por obrigação passar informação..será que a mulecada sabe qual diferença entra a época da escravatura e as condições sub-humanas em que elas vivem hoje?acho que cabe ao rap ensinar isso pra elas…..

    julho 8, 2009 às 03:41

  8. OBSERVADOR

    A velha desculpa…QUERER ACHAR MOTIVOS…Primeiro:O Rap só perde espaço QUANDO PERDE A INDENTIDADE…Segundo:Querer dizer que o CABAL É REFERÊNCIA é querer bater NA CARA de quem fez e criou a história…e PRINCIPALMENTE:Se sa na ANTIGA o rap tocava em TODOS OS LUGARES é porque justamente ele mantinha a ESSÊNCIA do gueto,SEM SE PREOCUPAR com o cifrão..E NÃO VEM COM HISTÓRIA de crescer e DEPOIS AJUDAR A FAVELA…Se o cara JÁ ASSUME QUE É EGOISTA enquanto ainda é CHINELÃO, depois ele só vai mandar a favela SE FUDER!!!!E essa historinha de fazer RAP PRA MULHER é desculpa FURADA de quem NÃO SABE O QUE É HIP-HOP E O PORQUÊ DELE EXISTIR !!!!!!!!!!!!!!

    julho 8, 2009 às 13:09

  9. KBSSA

    Aí thig!

    é bom ouvir isso de vc(pela representatividade sua).

    vejo q aos poucos as coisas estão mudando.

    tamo aí

    julho 8, 2009 às 14:48

  10. o thig jogou uns 100 reais ainda em 20 de 5 no chão num video dele no youtube sera q ele pode joga dinhero fora mesmo ? acorda tio vamo cresce sim nas sem viaja neh !!!
    o rap num e`bricadera carai !!!

    julho 8, 2009 às 15:19

  11. Naty

    Eu concordo com o thiago ultra, porém não ouvimos ainda musicas do thig para mulher, eu ouvi uma musica dele que em momento nenhum desvaloriza a gente.. o nome da musica é Mulher perfeita aonde ele Fala como a mulher deve ser ,a musica é muito boa e uma parte dela diz :Tem que ser bem mais do que um vestido e um perfume ,ou seja tem que ser muito mais que futilidade…
    Então creio que não é isso que ele quer passar para as mulheres e outro qd ele fala nas musicas que tah no role e que pega mulher mesmo é o que acontece no mundão no role os caras do role não valorizam as mulheres do role e tratam ela como lixo então isso não só vem das musicas dele e sim da cabeça de todos que vão para o role…

    julho 8, 2009 às 17:33

  12. Na moral.

    Deixa quem quiser curtir essa onda desse perdido em paz, só que não venha me aparecer daqui há uns 4 anos com cara de c*, querendo fazer som de quebrada.
    Enquanto isso as “mulheres” em sua plena sabedoria ficam aguardando o final do baile pra ir gemer com o super astro que a fez requebrar a noite toda, só que cuidado pra não ficar grávida e ter que correr atrás de pensão de ex pop star desempregado.
    O maluco condenou o rap do passado, disse que era triste e isso e aquilo. Mas acho que foi esse mesmo rap que seduziu ele a ponto de querer virar adépto.
    Sem coerência nenhuma, agora ele aparece fazendo uma linha mais “paz e amor”, porém o irmão lembrou que se ele já se assume egoísta, não vai ser ele que vai se preocupar em cantar sertanejo ou funk qualquer hora dessa, sem dar a minima pra quem segue a “obra” dele.
    Quem discordar de mim, f*da se. O rap que eu aprendi a gostar foi a verdade que faz chorar !!!!!!!!!!!
    E a alegria é ver quem foi honesto vivendo de rap há muito tempo, sem precisar se “adequar”.
    Faça som pra cima!!!!!!!!!!! eu já disse que não sou contra, mas cuidado pra não ser uma cópia vagabunda da “Renata Ingrata”.

    Fé em Deus e nas crianças da favela !!!!!!!!!!!!!!!
    Obrigado ao rap comteporâneo por servir de mau exemplo

    julho 8, 2009 às 19:04

  13. edy

    rap é música, vcs só tão falando sobre o thig fazer som q fala de mulher.

    mas o rap tem pode falar de tudo e não apenas revolta, mulher, tristeza, favela, morte, etc…

    quero lembrar a todos, e principalmente ao Perraps, que o rap não existe apenas em São Paulo/Rio não, nunca vi aqui, alguma coisa falando do Rap do Norte ou Nordeste e pode ter certeza que tem muita gente fazendo rap criativo fora de SP onde o rap é quase tudo igual.

    Forte Abraço!

    julho 8, 2009 às 20:16

    • Daniel Cunha

      Salve Edy!

      Obrigado pela lembrança, hehe. A razão de não falarmos muito do rap feito em outros estados não é, de forma alguma, porque ignoramos o que é feito fora do eixo Rio-São Paulo, muito pelo contrário. A questão é que assumimos uma postura de publicar conteúdo exclusivo no blog – matérias realizadas por nós mesmos – e a distância, mesmo com a internet, é um empecilho, pois sem participar da cena de cada localidade fica difícil de falar sobre ela com propriedade.

      Para resolver esse problema, contamos com o auxílio de colaboradores que se dispõe a falar sobre o que está acontecendo fora do “nosso campo de visão” e, portanto, fica o convite para você ou quem quer que se disponibilize a produzir esse tipo de conteúdo para o Per Raps.

      A respeito das discussões sobre a entrevista do Thig, acho que temos de deixar o radicalismo de lado. Assim como o Thig está disposto a fazer música para as mulheres, existem outras centenas de rappers priorizando outras centenas de temáticas diferentes. Quanto mais aberto o leque, melhor para os fãs de rap, que passam a ter mais possibilidades de escolha. E viva a diversidade musical…

      julho 8, 2009 às 20:37

  14. dj pri

    ta vendo ai hip hop brasileiro ta vendo ai rappers a ideologia que voces criaram,eu estou dando risada de voces,voces que nao ganhem dinheiro e dividam com a favela pra voces ver, rsrsrrsrsrsrrsrsrsrs,agora essa obrigaçao é so de voceis nao é do governo e do presidente da economia,rsrsrrsrsrsrrsrs é igual a outra piada que um disse ai que o cantor de rap tem que ensinar a historia dos negros em cima do palco professores escolares ou cantores ! rsrsrrsrsrsrsrsrs . e tem mais tig se nao pode mais falar da quebrada nao em daqui uns quatro ate porque na quebrada nao tem mulher, dinheiro, amor e o cumulo. tamo junto ai meu querido .fe e sorte na caminhada

    julho 8, 2009 às 20:38

    • A ignorância é uma coisa !!!!!!!!!!!!!

      Acompanho o rap ativamente ha 15 anos, e por incrível que pareça o rap perdeu público em massa somente depois dessa fase “rap brando”. Pergunte pra qualquer um.
      Em momento algum fui contra a conversão de ninguém, só que no caso do Thig fiquei chateado com as observações dele na primeira parte da matéria.
      Quanto ao que eu disse de daqui 4 anos DJ Pri( dj quem?) eu quiz dizer que um monte tentou se enveredar no rap bonzinho, quando tentou retomar a idéia de quebrada não ganhou nem pra pagar a conta de luz.
      Eu sei do que estou falando.
      Na quebrada tem tudo isso que vc disse DJ Pri, mas não se esqueça que a quebrada não nega, som assim não toca no barraco de ninguém.
      Talvez toque nas garagens dos condominios dentro dos carrões.
      A pista que querem ter o som tocando só vai boy, a entrada é por volta de R$ 50,00. Favelado não tem grana pra isso, o salário do favelado quase não chega a R$ 500,00.
      Agora quando o rap era “chatão” rolava várias festas chapadas de gente, eu mesmo estive em várias.
      O povo pagava pra ver DMN, MRN, Thaíde, Racionais, Visão de Rua, Sistema Negro, SNJ, RZO e tantos outros.
      E o anhembi, algúem aqui esteve em algum evento lá? Rolou show de modinha?
      Não né?
      E sempre chapado de gente, incluindo mulheres.
      Talvez o rap errou na forma de conduzir os negócios e por isso chegou aonde está, só que os atuais acham que a causa é só o tipo de som.
      Como eu disse, me envolvo há 15 anos, talvez pouco tempo, mas vi várias fazes e a do rap brando é a pior saída que acharam.
      Me digam um som nacional desses que virou, só um virou mesmo assim despretenciosamente.
      É loucura se basear em gringo, chega a ser tosco, o cara pagar de pimp fumando um charuto baianinha e tomando cidra cereser.
      Primeiro se profissionalizem

      Fé em Deus e nas crianças da favela !!!!!!!!

      julho 8, 2009 às 21:27

  15. Naty

    Gente pensei que esse tal de J caio disse que ia parar de comentar…

    julho 8, 2009 às 21:15

    • Desisti, qualquer coisa é só não ler

      julho 8, 2009 às 21:30

  16. Son RD

    dnovo esse J.Caio? mano, n tem coisa pior q cabeça fechada, parada no tempo…tem gente q vive nos anos 80 ainda

    até pq eh soh usar a internet e ver qualquer site de historia…” A origem do rap remonta à Jamaica, mais ou menos na década de 60 quando surgiram os sistemas de som, que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para ANIMAR BAILES” e “Inicialmente, os temas das letras giravam em torno de assuntos como festa e diversão”

    julho 8, 2009 às 21:27

  17. Naty

    não aguenta neh ? no fundo tb curte o thig

    julho 8, 2009 às 22:30

    • Curtu sim, só que na pegada do relatos.
      Olha minha gente, eu não critiquei o fato de se fazer música pra pista, embora eu não goste.
      Leiam as duas partes da entrevista deles e reflitam.
      E ao amigo Son Rd digo que estou aqui denovo porque me preocupo com a evolução do rap, porém tenho medo de que o mesmo seja prostituído.
      Se você conhece mesmo o rap sabe do que estou falando, veja quanto público migrou pra outros estilos. A culpa não foi da evolução praticada ?
      Ora, o Tio Fresh tinha um puta público no SP Funk. E agora porque será que os melôs dele não viram ?
      Então o publico é que tá enganado ?
      Quem tá fazendo show pra mais de 1000 pessoas hoje ? O rap pop ?
      Minha opnião é, cada um cada um. Tem que tocar na pista sim, mais com qualidade.
      Ouvi um som do Thig novo que parece que foi gravado em um 3 em 1, pura tosqueria. O público não é burro.
      Esse pessoal que tá botando pilha deve conhecer o rap pela wikipédia, pois quem conhece de verdade sabe o quanto o rap perdeu nessa nova era.
      Quanto a minha ideologia anos 80, desafio esse mano aí a qualquer assunto de música, não só rap.
      A musica é uma industria, sei disso.
      O devemos fazer é fazer rap bem feito ao invés de culpar este ou aquele sub estilo.
      O próprio Thig citou o lance lá dos back vocal’s. Agora ouçam o que ele botou na música chamada ‘Número 1″ e sejam sinceros, é essa revolução musical que vocês acham justa ?
      O próprio se contradizendo.
      Como eu disse antes. Será que ele remunera seus beatmakers de acordo com o que um músico costuma receber ?
      A resposta é não, e acho normal, pois a realidade dele não condiz com certos luxos.
      Então, vamos botar o chapéu onde nossa mão alcança tá……….

      Fé em Deus e nas crianças da favela(Só assim mesmo!!)

      julho 9, 2009 às 03:36

  18. Carlos

    Confesso que estou afastado do rap por algum tempo, isso quando a onda “Ganstar Rap” passou,
    e as letras das musicas ja compartilhavam as ideologias que me levaram para o rap.
    Não acho nenhum pecado querer fazer musica para “balada”, quem vive na periferia também quer se divertir, mas tem que fazer a coisa dentro da realidade de quem vai ouvir e não vender ilusão com muito por ae estão querendo “é eu disse muito…” algo inacreditável o que alguns caras querem para rap nacional nem vou falar o nome pra não dar moral.
    Mas a grande culpa de tudo isso e do próprio rap ou seja dos caras que tinham o microfone na mão,
    os caras começaram a colocar nas musicas o que a sociedade em geral ja achava do rap “tipo so ladrão…. etc” sempre defendia o movimento hip-hop quando alguem falava alguma bosta, mas como disse o “Chris Rock” não dar para defender esse tipo de letra, na minha opinião esse foi o principal motivo para o rap não ter conseguido
    o respeito que merece na sociedade.

    O que me conforta é que tem um pessoal novo que esta na batalha fazendo musica de qualidade, acho que é isso que o rap precisa de renovação e “purificaSom” voltar as origens .

    Peço desculpa pelo desabafo ae pessoal.
    Mas precisa falar…

    julho 10, 2009 às 03:11

  19. mano eu tambem tiro uma onda nos meus fins semana logico ! . mais num confundi as coisa tio, vc fala dos seus pião dentro da sua realidade e`uma coisa , agora viaja com essa riminha de topmodel ja e`palhaçada . vc fala dos seus role e`mil grau sim mais fale a sua verdade neh num fica viajando e`falando mentira pos ja disse e repito o rap nao e`brinquedo porrraaaaaaaaa !!!

    julho 10, 2009 às 19:18

  20. Thiago

    Salve a todos,

    Gostei da entrevista, e também concordo em alguns pontos, e discordo em outros, acho que isso é normal.
    Acredito que o Rap, antes de ser tachado de qualquer coisa, é música. Então deve ser boa aos ouvidos, e também deve ser bem diversificado. E se você, que escuta Rap, sabe distinguir o que é bom e o que é ruim. Naturalmente, quem não for verdadeiro, e tiver uma boa sonoridade, vai ser deixado de lado.

    julho 14, 2009 às 19:13

  21. os verdadeiros ficam, os de mentira? Vazaaaaaaaaaa !!!!!!!!!

    julho 16, 2009 às 01:38

  22. pedroarantes@gmail.com

    parabens thig…. acho que agora o rap do brasil finalmente esta caminhado e visando um pouco mais a industria musical.estive analisando uma entrevista do grupo rzo no programa frestyle e pude observar que eles estao no mesmo pensamento, trazer as mulheres devolta para as festas .alias festas que nao temos mais pela forma que os artistas de rap conduziram suas letras e comportamentos,ambientes pesados com drogas etc… acompanho o rap desde 89 curti pepeu,black junior,e outros na epoca em o rap foi se dividindo,essa divisao nao trouxe lucros para o rap nem musicalmente nem finaceramente.acredito eu que o rap possa se tornar uma musica mais popular e ganhar o que por direito os artistas merecem. se abrirem o leque musical.vejamos os negros americanos eles nao presiçam de cotas eles fazem acontecer la eles tem seus canais de televisao, suas radios suas modas mais isso so se faz com muito dinheiro coisa que o rap ainda nao buscou, sem a busca nao teremos retorno. aqui nem revista de rap temos mais poucas marcas boas e quase nenhum rapper empresario .presissamos do nosso povo no poder porque ninguem vai fazer por nois e os jogadores de futebol, que sao os negros que mais tem dinheiro no pais nao estao preocupados pois as vezes nem sabem que sao negros. é a pura verdade

    julho 21, 2009 às 17:03

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