Blog de informações sobre hip hop, rap brasileiro e cultura de rua

Onde está o rap na Virada Cultural?

Imagem da Virada Culttural de 2008

O público compareceu em peso na Virada Culttural de 2008

A Virada Cultural, que já se consagrou como o maior e mais democrático evento cultural de São Paulo, chega no próximo sábado (2) à sua quinta edição. E, desta vez, o hip hop tem um espaço bem reduzido em relação às edições anteriores. Menor do que no ano passado, quando foi destacado um palco apenas com shows de rap no Pq. Dom Pedro, e menor do que em 2007, quando o grupo Racionais MC’s foi a atração principal do evento, em show realizado na Praça da Sé.

Nos dois anos anteriores, como muitos já sabem, diversos problemas ocorreram e contribuíram para um certo “esgotamento da relação” entre Virada e hip hop. O incidente com o show dos Racionais na Virada de 2007 funcionou como estopim para essa situação e trouxe prejuízos incalculáveis à cena, que agora se vê encurralada quando a organização dos eventos está nas mãos de pessoas que não acompanham o movimento.

“Já se passaram dois anos do fatídico ocorrido, e acredito que deverão passar mais dez pros curadores desse evento tratarem o rap com respeito novamente. No ano passado eles isolaram os grupos de rap em um lugar de difícil acesso e ainda revistaram todos, como se o rap estivesse de quarentena” afirma o rapper Macário, do Projeto Manada, que está bem ligado com o que rola no cenário do rap. “Salvo pequenas exceções, como o Marcelo D2 e o Costa a Costa, que tocaram em palcos independentes, o resto do rap ficou de castigo!”, conclui.

O Dj Cortecertu, do portal Bocada Forte, acredita que não existe um único responsável pelos incidentes. “Ninguém pode colocar a culpa no rap e simplesmente excluí-lo, são vários fatores sociais, educacionais, econômicos e culturais que transformam tudo num barril de pólvora. Algo além do rap”, afirma.

O Dj Cortecertu (à dir.) em entrevista com o Dj Zaga por Larissa de Castro

O Dj Cortecertu (à dir.) em entrevista com o Dj Zaga - por Larissa de Castro

Agora, em 2009, o hip hop não foi totalmente esquecido. Porém, as poucas apresentações que irão rolar* foram descentralizadas para os arredores da cidade e acabam descaracterizando o grande diferencial da Virada, que é unir as pessoas no centro de São Paulo. O espaço supostamente reservado ao hip hop, no Largo São Bento, tem o seguinte texto de apresentação no site da programação da Virada Cultural: No saudoso ponto de encontro das equipes de break e do old school, uma pista apresentada pelo MC Thaíde dedicada a celebrar a eterna ligação do movimento com a São Bento.

Ponto positivo para a escolha de Thaíde, um dos maiores representantes do hip hop brasileiro. O problema é que, no line-up de Dj’s, acompanhando as descrições de cada um no próprio site, podemos ver que pouquíssimos possuem identidade com o movimento hip hop. Nada contra os Dj’s. Mas pra que divulgar como uma pistadedicada a celebrar a eterna ligação do movimento com a São Bento?

O MC Rodrigo Brandão, do Mamelo Sound System, que também produz eventos, ajuda a formular uma resposta. “Pra mim, é evidente há alguns anos a campanha pela marginalização de toda e qualquer manifestação que possa ser considerada ‘perigosa’ por aqueles que decidem o que o povo vai ver, ouvir, fazer e comer – seja rap, pixo ou o caraio aquático. Só que, em operação típica da era corporativista que vivemos, esse procedimento, em geral, ocorre de maneira dissimulada. Não se trata de uma guerra assumida, e sim na surdina”.

O jornalista André Maleronka, antenado ao mundo da cultura de rua e ao hip hop, tem uma opinião parecida: “É tudo feito como maquiagem, coisa típica de governo de direita. A Virada é um evento essencial, mas aí são os ‘produtores culturais’ que definem o que é culturalmente interessante pras pessoas? Não deveria ser assim”, afirma. Para ele, a solução seria destacar curadores específicos para cada setor da Virada. “O rap brasileiro está cheio de artistas bons, que lançaram ótimos trabalhos ultimamente e, pelo visto, disso eles não entendem nada. Imagina uma Rinha dos MC’s na Virada? Ia ser muito bom”, sugere.

Afrika Bambaataa foi uma das atrações do palco rap em 2008 - Daigo Oliva

Afrika Bambaataa foi uma das atrações do palco rap em 2008 - por Daigo Oliva

Por que o hip hop não está participando de maneira efetiva da edição deste ano? As respostas são várias, e algumas delas difíceis de ser encontradas. Entramos em contato com a assessoria de imprensa que cuida da Virada Cultural, e nos informaram que, para participar, os artistas deveriam ter se inscrito com certa antecedência. Devido ao pouco tempo que tivemos para investigar, não temos nenhum parâmetro para afirmar se muitos se inscreveram, se sabiam que tinham que se inscrever…

A Virada Cultural continua sendo um evento maravilhoso, recheado de atrações tentadoras. Nossa ‘bronca’ não tem a intenção de desmerecer o evento, em hipótese alguma, já que nós do Per Raps e provavelmente todos os leitores que são de São Paulo devem participar da festa. O que propomos é uma reflexão sobre o tema e sugestões que incentivam a melhora, a evolução.

Conclusão 1: A programação deste ano está pronta, o evento é no próximo sábado e não há o que mudar. Conclusão 2: A Virada Cultural é um grande evento, mas será que o rap não merecia mais espaço do que lhe foi destinado este ano? É isso, Prefeitura. A cultura hip hop está se organizando e prestando atenção no que vocês fazem. Que seja destinada a devida atenção ao que a cultura hip hop anda fazendo. Ano que vem está aí. O hip hop está ai!

Thaíde, que se apresentou em 2008, comanda o palco rap em 09' - Daigo Oliva

Thaíde, que se apresentou em 2008, comanda o palco rap em 09' - Daigo Oliva

*Hip Hop na Virada Cultural – Programação:

SÃO BENTO

“No saudoso ponto de encontro das equipes de break e do old school, uma pista dedicada a celebrar a eterna ligação do movimento com a São Bento”.

18h00 – Angel Keys
19h00 – Grand Master Ney
21h00 – Celcinho Double C
23h00 – Marks
01h00 – Renatinho
03h00 – Flash
05h00 – Betão Grooves
07h00 – Paulão
09h00 – André Child
10h00 – Lil Lipe
11h00 – Cinara
13h00 – Cesar African People
15h00 – Heron
17h00 – Magoo

CEU – AZUL DA COR DO MAR  – Rua Olga Fadel Abarca, s/nº – Vila Aricanduva / Cidade Líder
19h00 – Max BO

CEU – FEITIÇO DA VILA – Rua Feitiço da Vila, s/nº – Chacara Sta Maria – Capão Redondo
18h30 – RZO

CEU – GUARAPIRANGA – Estrada da Baronesa, 1120 – Jd Angela
18h30 – DMN

CEU – SÃO MATHEUS – Rua Curumatim, 201 – Pq. Boa Esperança / Iguatemi
18h30 – Nelson Triunfo

CEU – VILA DO SOL – Avenida dos Funcionários Públicos, 369 – Jd Angela
18h30 – Kamau

AV. SÃO JOÃO – Avenida  São João, Praça Júlio Mesquita
03h00 – Tim Maia Racional (1975) – Instituto, Bnegão, Kamau, Thalma de Freitas e Carlos Dafé

Leia também:

Rap perde espaço na Virada Cultural 2010

Virada Hip Hop no Espaço +Soma

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Festas

quarteiroabrilNesta quarta, 29 de Abril, tem mais uma festa Quarteirão! Quem se apresenta é Slim Rimografia, a discotecagem fica por conta do DJ Marco.

Serviço:
QuarteirãoDia 29 de Abril na Jive Club.
Al. Barros, 376. Higienópolis – Sao Paulo – SP
Informações: 3663-2684 ou http://www.jiveclub.com.br/ Lista: quarteirao2009@gmail.com

hhs_abril_cezarpretoA melhor session da sua sexta-feira!
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01/05 FERIADÃO!
Cesar Preto
Dieck Stereo
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mais
Dj Peen e Caê Selector
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Entrada:
Masculino R$ 5,00 até 00hr após R$7,00
Feminino FREE até 00hr após R$ 5,00
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Local: Soho underground – Visc. Rio Branco 870 – Curitiba/ Paraná
Indispensável apresentação de RG

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Lançamento

E não se esqueça: nesta sexta-feira (01/05) tem o lançamento oficial da mixtape de Emicida!

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20 Respostas

  1. Mariana da Silva Souza

    Até quando seremos privados de expressar nossa cultura? Essa é a pergunta que não quer calar. É vergonhoso o jeito que essa situação é maquiada, mas não vamos desistir, ano que vêm se Deus quiser o hip hop vai bombar, não só na música, mas na dança e no grafite tbm!

    Parabéns pelo trabalho de vocês!

    abril 30, 2009 às 00:23

  2. André

    Post muito pertinente. Na edição de hoje do jornal Agora a ausência do rap na Virada também foi comentada. Continuo pensando que a ação governamental é completamente míope: eventos como a Rinha, ou o Indie Hip Hop, entre outros, poderiam ser incorporados, ou pelo menos seus organizadores consultados. Não ia doer nada. Por outro lado, me veio na mente o post anterior. Fiquei achando que isso tem muito a ver com o que o Pedro Gomes discute em sua entrevista. É hora de iniciativas e organização. Pro bem ou pro mal, e acho que nem cabe aqui a discussão específica da validade dessas iniciativas, empresas como a Nike tem abarcado projetos que julgam interessantes. Mas não precisa necessariamente ser assim: a Rinha e o Indie não tem apoio de marcas, e funcionam à perfeição. Então há vários caminhos, e pessoalmente acredito que a auto-organização, de baixo pra cima, é o que assegura a integridade artística de um evento. Não fui, mas disseram que o show do Dexter foi exatamente isso. O que eu quero dizer: pelo jeito, os artistas de rap terão que se tornar inevitáveis, com música boa e eventos divertidos. E aí vão poder dar as cartas: seja pro poder público, seja pra empresas, seja na noite. Boto fé que vai acontecer.

    abril 30, 2009 às 16:30

  3. Estou extremamente indignado. Nem li muito a respeito, e não é despeito, sou um dos pioneiros do rap paulistano, minha banda de rap, “Doctor Mcs”, começamos frequentando o largo São Bento no final dos anos 80, hoje não estamos na mídia, mas existem inúmeros rappers ae na mídia, preocupados somente em aparecer, essa que é a verdade, em fazer rimas para impressionar seus própios “manos e minas”, e tenho certeza que muitos disseram:
    “Isso ae, o rap é da periferia e tem que ficar na periferia” (vide o fato das apresentações nos CEUs)
    Uma enoooooooooooooooooooooooooorme bosta, quem pensa isso, o rap não é conhecido como música aqui no Brasil, essa que é a verdade. Não toca em lugar algum, a não ser em alguns míseros programas em finais de semana, salvo as rádios piratas nos bairros, “alguns Manos” foram nomeados não sei por quem e nem por quê, como “Lideres do movimento hip hop de SP” , e o que eles fazem pra ter esse título?
    Porra nehuma !!!!!
    Defendem somente seus própios interesses e dos manos da sua banca.
    E os Djs?
    Também não fazem porra nenhuma, tocam, a maioria deles, em casas noturnas nos Jardins e na Vila Madalena, para os então nomeados “Boys”, e tocam com orgulho ao verem as patricinhas rebolarem seus rabos magrelos numa pista cheia de fumaça perfumada. Eles tocam rap nacional?
    Nãaaaaaaaaaaaao, eles tocam os hits da Billboard que tocam no mundo inteiro. Eles tocam seu som quando você entrega na mão deles? Nãaaaao, eles arquivam em suas casas e só, talvez porque existe muita porcaria fonográfica mal feita, mal cantada, mal tudo, por que?
    Porque os rappers daqui do Brasil querem ser heróis da sociedade, ajudando o menor carente, o drogado, entre outros, e esquecem de fazer boa música, música de qualidade. Acho que devemos nos preocupar 1º em fazer discos de qualidade e aeeeeee sim, estando estabelecidos, reconhecidos, com dinheiro pra ajudar ou buscar ajuda para nossa sociedade carente. Um moooooooooooooooooooooooooooooooooonte de gente com o rabo preso não faz nada porque se fizer se queimam, essa que é verdade. Ninguem se impõe, e preconceito vai aumentando. Primeiro o Rap na Virada foi isolado num lugar cercado por grades e cheio de policiais, loooooooooooonge de onde tudo estava acontecendo, tratado como animais em exposição, discriminação total. Esse ano:
    “-Aaaaaaaaaaahhhh, manda essa corja pra periferia, de onde eles nunca deveriam ter saído”
    Ano que vem?
    Será que vai ter Rap na Virada Cultural?
    Quem é o contato do hip hop dentro do Governo?
    Quem faz a ponte?
    Quem representa nossa cultura?
    Há 21 anos atrás, não foi isso que planejamos quando nos reuníamos nós “Doctor Mcs”, Thaíde e Racionais (na época então os “B.B.BOOYS”)
    no metrô São Bento.
    Peço desculpas a todos pelo desabafo, obrigado.

    abril 30, 2009 às 17:56

    • Daniel Cunha

      Legal ver você por aqui, Smokey! A sua opinião, assim como a de outros pioneiros do hip hop, é muito bem vinda. O espaço está aberto para discussões!

      abril 30, 2009 às 18:30

    • Concordo com o Smokey, em gênero, número e grau! Os maiores culpados por essa situação de inexpressão, inércia e falta de atitude somos “nós mesmos”, artistas do Hip-Hop. É uma situação de pobreza a que nos encontramos. Lamentável.

      abril 30, 2009 às 19:22

  4. Aí Daniel vai ter que fazer uma entrevista com Smokey dee, o cara só fez algums citações tem mais pra falar. Doctor mcs caracas meu, foi um dos primeiros Cd de Rap que comprei.
    Preconceito teremos, mas e aí não adianta ficar de braços cruzados, precisamos tanto estar na Virada Cultural para dar mais visibilidade ao hip hop?
    Temos que sair para trabalhar e infelizmente no pensando de nós para nós. Porque os outros não querem fazer nada para nós. E sim para eles.
    Digue, digue Doctors

    abril 30, 2009 às 21:25

    • Tenho 20 anos de assunto (hehehe), até me desculpo, escrevi de cabeça quente e ainda continuo indignado com o que está acontecendo no hip hop paulistano, tem manos com camêras e microfones apontados para a ponta de seus narizes, ta na hora deles fazerem algo de verdade, até mesmo para que a “Nova escola” consiga “trabalhar” sossegada, trazendo informação e entretenimento porque o rap é isso, ou estou errado?
      Por falar em erros, no texto tem váaarios, até me desculpo por isso, foi uma explosão de indignação….vlw!

      maio 1, 2009 às 19:54

  5. É uma forma deslavada de dizer: não queremos vocês por aqui. Eles encontraram uma alternativa simples e estúpida para desmerecer uma cultura que há anos luta por espaço e por se auto-sustentar.

    Por isso dou valor aos shows independentes, aos produtores da cena, a quem vê que existe por onde chegar, ameaçar e botar uma chave de fenda entre as engrenagens deles. E nessa hora, cito Facção Central:

    “Tô no corredor da morte porque tenho atitude
    Mercedez, flat cuzão não me ilude
    Sou mais um palco sem retorno com microfonia
    Com os que tiram da comida pra comprar minha camisa.”

    Tamo junto. Valeu pelo comentário no blog.
    Abraços

    abril 30, 2009 às 22:51

  6. Pingback: Virada Cultural | A vida como a vida quer

  7. Confesso que me surpreendi quando me informaram que eu tinha a possibilidade de tocar na Virada Cultural desse ano. Eu estava presente bem no “olho do furacão” no show do Racionais, a alguns passos da banca de jornal que foi a verdadeira causa de toda a confusão que por lá aconteceu.
    Pensei nisso e no palco afastado, cercado e revistado que arrumaram pro Hip Hop no ano passado.

    Quando soube onde tocaria, pensei o mesmo que a maioria dos que aqui comentaram: afastaram o rap do “foco” da Virada Cultural. Mas pensei também na possibilidade de tocar com um equipamento de qualidade, com entrada gratuita, num lugar onde eu geralmente não toco. Pensei nas pessoas que já conhecem e gostam do som e nas pessoas que não conhecem mas que gostariam de conhecer. Mas meu pensamento foi por terra no quesito “equipamento” quando liguei ao local designado. Não só a pessoa responsável não sabia de nada, mas também o técnico de som não tinha como arrumar o equipamento solicitado.

    Ligando pra produção da virada fui informado de que “iriam ver”. Mais uma vez a burocracia e a lei de Murphy falaram mais alto quando me foi solicitado pela terceira ou quarta vez o rider técnico (dessa vez com urgência) e, bem nessa hora, minha internet não funcionou. Conclusão: o equipamento vai ser o que tem e teremos que levar equipamento nosso pra fazer o melhor possível. Acostumados a tirar leite de pedra, é o que faremos.

    Gostaria que acontecessem mais eventos nas periferias para que possamos fortalecer os lugares parecidos com os nossos e ser escutados por mais pessoas que querem absorver o que dizemos.

    Mas também gostaria de firmar presença no centro dos holofotes desse evento pra mostrar que o acontecimento da Sé foi: um fato isolado, um mal entendido e um erro de logística/estratégia.

    Estarei representando o rap por um breve momento no palco principal, junto com o coletivo Instituto e Carlos Dafé, Thalma e B. Negão. E posso afirmar que farei o possível, na Av. São João e no Jardim Ângela, pra que possamos ter uma maior e mais forte representatividade nos próximos eventos.

    Força pra quem tá na parada junto: RZO, DMN, Max B.O., Nelson Triunfo e Thaide.

    Obrigado aos que acreditam ainda.

    maio 1, 2009 às 00:59

  8. Pedro De Conti

    Ae galera, vale dar uma olhada na ferramenta da Virada Cultural pro Twitter…
    serve pra montar a programação e compartilhá-la para ficar mais fácil de nos encontrarmos por lá
    :)
    http://migre.me/OFm

    Grande abraço…

    maio 1, 2009 às 01:43

  9. Acredito que, neste caso, as confusões do show dos Racionais contou muito para essa diminuição do Rap na Virada Cultural.

    Isso é um erro, no final são muitos artistas e fãs que acabam pagando pelos erros de meia dúzia de idiotas que vão sempre para confusão, e isso pode acontecer em qualquer tipo de show, há idiotas em todos os estilos de música.

    Acho que o governo deveria pensar melhor na segurança do público e fazer esquemas para impedir que os vândalos estraguem as apresentações.

    Vejo casos no exterior de bandas de diversos estilos musicais que são proibidas de tocar em alguns lugares pela ideologia que tem ou que os governantes acham que tem.

    Como sempre o preconceito fala mais alto, e os erros de poucos acabam prejudicando uma massa de fãs. Ruim para o público que o governo considere que diminuir o número de shows de Rap irá diminuir a “criminalidade” na Virada Cultural, realmente algo que não tem o mínimo de sentido…

    maio 1, 2009 às 17:35

  10. SouLZa B

    Vejo tudo isso como um fato que trouxe a todos, uma revisão geral do que ocorreu e ocorre no Hip Hop no Brasil.
    Por anos nós brigamos por lutar contra a exploração da mídia, e acho que conseguimos, mas de certa forma, também conseguimos afastar a todos que não estavam diretamente ligados ao movimento.
    Dessa forma vejo que infelizmente é necessário começar novamente; E começar de forma estruturada, organizada e profissional.
    Vejo uma luz no fim do túnel, quando me deparo com pessoas que estão a fim de fazer o hip-hop se tornar o movimento que ele é de fato; – Pessoas como o próprio Kamau, a banca do Time do Loko, Pau-de-dá-em-doido, Emicida, entre outros…
    Amo essa parada, e não estou contente com o que também estou vendo, e decidi agir, estou organizando um evento de Hip-Hop, juntamente com a ORRAP (Organização retomada Rap) no Céu Água Azul, Cidade Tiradentes, já conseguimos o espaço, porém ainda estamos com problemas quanto à questão de aparelhagens, visto que como o próprio Kamau já mencionou, o céu dispõe de poucos recursos.
    Contudo, estou agindo, acredito que teremos sucesso nessa empreitada, levar o Rap e o Hip-Hop pra onde dizem que ele é originário, isso é até meio esquisito, pois se o Rap é da periferia por que eu não o vejo então ?
    Estamos trabalhando, e qualquer ajuda é bem vinda, deixo meu email para contatos, valeu. thiago.leste@gmail.com e retomadarap@gmail.com

    maio 1, 2009 às 18:37

  11. Na minha opinião, tinham é que boicotar a virada cultural (hip hop), para ver se encontramos o respeito perdido……mas….falo para vcs, como toooodo mundo ta prescisando de grana, acho que o cachê falou mais alto, espero que consigam fazer um bom investimento e vamos ver o que vai acontecer no ano que vem………

    maio 1, 2009 às 20:06

  12. Alfredo

    Bom, isso é o que se chama exclusão. Quando eles deixam de fora o rap, não querem excluir apenas a música mas sim uma grande parte de pessoas que segundo este estado policial que vivemos não podem circular pelo centro da cidade em busca de divertimento e cultura. Aprecio muito a virada cultural, já vi muitas coisas legais desde dança até Teatro de rua, mas infelizmente não me sinto, hoje, com a mesma vontade de participar desde evento, por saber que a virada cultural vai ser mais a “virada policial!” do que uma confraternização de pessoas, culturas e costumes… Talvez eu me vire mesmo é com uma meia garrafa de vodka que ainda tenho aqui em casa.

    maio 2, 2009 às 02:12

  13. Saaalve rapaziada!!!
    Então….legal será se os parceiros que participarem dos eventos nos CEUs,passarem para a gente dizendo como foi , de público,cobertura da imprensa,sem medo de dizer a verdade ,tipo ,”Ahh não foi ninguem, nem a imprensa cobriu,temos que saber qual será o resultado de o rap estar nos CEUs,eu acho redundante esse fato, vide que ,vira e mexe tem shows de rap nos CEUs,acredito que por isso,parte da população da periferia, deixe de comparecer, imaginando que em qualquer outra ocasião eles possam ver shows de rap nos CEUs e por isso vão ver os shows do centro da cidade,acredito tbm que, se os shows fossem tipo no Anhangabaú por ex.,acho que teria um retorno melhor,pois a imprensa vai dar mais ênfase para oque estará acontecendo no centro, outra coisa, alguém sabe dizer se naquele lugar horrível onde foi a apresentação do rap no ano passado vai ter alguma coisa ? tipo alguma apresentação com algum artista renomado,se não, por quê?
    e tbm dizer em quais apresentações haverá o maior contigente policial e tbm se a polícia vai revistar toooodo mundo que entrar nos CEUs,como fizeram naquela “jaula” lá do pq Dom Pedro?
    se alguém tiver essas respostas deixa um salve aqui para a gente,vlw mais uma vez galera!!!!!

    maio 2, 2009 às 17:35

  14. Eu colei no show do RZO no Capão, estava lotado, cheguei as 7 horas e tinha eu e mais uns 10 caras la fora e os seguranças não deixavam entrar alegando que ja estava muito lotado o teatro, foi chamada a diretora do evento e depois de uma longa conversa e nos liberou. Tinha gente de Guarulhos, Mauá e até da zona norte pra ver aquele show.

    Sinceramente, pra mim, o som não estava redondo, não estava bom, tanto é q o cia reclamou, mas o RZO é um grupo com talento e respeito tão grande que eles acabaram superando isso e fizeram um bom show.

    O lado bom do show é a enorme quantidade de crianças presentes lá, mesmo assim, não tem como comparar se o mesmo show fosse realizado no centro. Alem de tudo, os show foram todos ao mesmo tempo, também acredito que tudo é parte de culpa nossa mesmo, que fazemos hip hop, seja em organização de eventos, seja nas ideologias das musicas. Muita coisa tem que mudar, mas ainda bem que existe muitos ainda que fazem por onde, e temos alguns eventos que representam bem a cultura como a Rinha dos MCs, que pra mim é a melhor, algumas festas no Hole Club, o Ação Educativa que faz um trabalho de Hip Hop com literatura, mas ainda falta muito.

    maio 4, 2009 às 16:38

  15. Sinceramente, depois de viradas e viradas, acho também o que fizeram com o Rap uma sacanagem, mas mais por preconceito mesmo, visto o que aconteceu no Racionais a DOIS anos atrás.
    Ai ano passado me joga em um fim de mundo… a galera se comportou? SIIIIM! Então joga pro centro de novo!
    E não sei se parte da culpa é dos artistas…
    Eu queria entender melhor como é essa distribuição de grupos…
    tenho uns amigos de uma banda de rock alternativo (Katarse) e eles tocaram no CEU Três Irmãos, um lugar onde NENHUM dos integrantes nunca esteve… e de acordo com eles, foi a prefeitura que colocou eles lá… então não acho que tenha sido pensado “vamos jogar o rap na periferia”

    acho que é isso… foram as minhas impressões pós virada…

    só um PS.: mesmo não tendo Rap no Centro o Kamau mandou muito bem junto com o Instituto Racional no palco da Av. São Bento!

    abs!
    http://www.programafreestyle.com.br
    ;)

    maio 4, 2009 às 19:06

  16. legaaaaal! legal saber que o kamal mandou bem,mas tem gente mandando bem faz tempo e tem um lance,eu n fui lá e só fiquei sabendo que ele mandou bem pq li oq vc escreveu aqui,veja vc,o rap só é comentado em sites de rap,posso estar enganado ,mas n vi na pagina do Uol por ex ,nehum comentário sobre os shows de rap,alguem leu alguma nota em algum lugar que NÃO SEJA EM SITES DE HIP HOP”??
    Se tiver algo, coloquem aqui,a verdade disso tudo é que o rap não está recebendo as devidas considerações,existem inúmeros rappers de talento que mandam bem,mas que ninguem, alem do publico que ja consome rap,tenha tomado conhecimento……..http://viradacultural.org/noticias/39…..pra mim isso aqui ainda é pouco,por incrível que pareça,só se sabe do rap na virada cultural quando a gete vê a “Programação”,fora isso eu não vi mais nada ,nenhuma nota ,ao contrário das apresentações que aconteceram no centro,como disse ,posso estar mal informado, se alguém souber de algo post aqui,obrigado por eqto.

    maio 5, 2009 às 21:32

  17. errata:
    escrevi kamal ,desculpa…KAMAU,PARCEIRO QUE REALMENTE MANDA MUUITO BEM……ADMIRO O TRAMPO DESSE MANO QUE POR PERSISTÊNCIA ESTÁ CONSEGUINDO SEU ESPAÇO….PARABÉNS!!!!!!

    maio 5, 2009 às 22:13

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