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Conheça o Parkour + Dicas

parkour

Cada um com seu limite – por Nathália Leme

A essa altura da sua vida e dos acontecimentos urbanos, você já deve ter ouvido falar do Le Parkour. Se não ouviu, já viu e ficou curioso para saber o que era.

Com o concreto avançando vorazmente sobre a terra, correr pela cidade ultrapassando obstáculos, pulando telhados e fazendo acrobacias é uma forma criativa de aproveitar a vida urbana.

O lance é que essa prática é um esporte e apesar de existirem divergências sobre sua origem, ele está ganhando mais visibilidade e status de cultura de rua no Brasil.

Divergências? Eu explico: para algumas pessoas o Parkour surgiu naturalmente nos anos 80, nas ruas de Lisse subúrbio de Paris, Mas para outros, o criador do esporte foi David Belle nessa mesma época.

David Belle foi um jovem influenciado pela história de coragem da sua família formada por bombeiros. Inspirado por eles e principalmente por seu pai, David cresceu praticando ginástica, treinou artes marciais e teve sempre como meta o desenvolvimento de seu corpo e a superação constante de seus limites. Aos 15 anos, Belle resolveu levar essa experiência para as ruas.

Junto aos seus amigos de infância, Belle desenvolveu e aprimorou o que hoje seria chamado de Parkour, por ser extremamente plástico e dinâmico cativou novos praticantes pela Europa.

O esporte se expandiu pelo mundo graças a alguns filmes sobre o assunto, um deles dirigido pelo francês Luc Besson – Os Samurais dos Tempos Modernos (2001)- que levou o Parkour para além das fronteiras européias.

Intervenção urbana

Parkour é uma atividade física difícil de categorizar. Não é um esporte radical, mas uma arte ou disciplina que se assemelha à auto-defesa do kung fu e das artes marciais, que em geral colaboram para o autoconhecimento do corpo e transmitem confiança pela filosofia que propõem além de colaborarem para a estética dos movimentos.

Ele se relaciona com uma série de outros esportes também. A ginástica olímpica que aprimora a técnica dos saltos e aterrissagens; o circo e a capoeira que oferecem movimentos expansivos úteis para o equilíbrio. Skatistas e Traceurs, como são chamados os praticantes, enxergam as ruas com os mesmos olhos, diferente de todos os outros transeuntes, porque buscam um espaço para a prática dos seus esportes.

Segundo Eduardo Bittencourt do grupo Le Parkour Brasil, a atividade pode ser considerada uma intervenção urbana, já que os praticantes se utilizam dos espaços públicos para os treinos revitalizando praças e parques muitas vezes abandonados.

“Acreditamos que o parkour vai além de ir de um ponto a outro do ambiente superando todos os obstáculos, pois vemos o Parkour como uma porta para a reocupação do espaço público e privado. Por isso, todas as manifestações artísticas, esportivas, e de entretenimento que propõem mudanças positivas nos interessam. Da mesma forma, acreditamos que o Parkour pode ser um incentivo para grupos de dança, teatro, praticantes dos mais variados esportes para que ocupem as ruas e transformem escadarias terrenos abandonados em pistas de esportes, viadutos em palco de teatro e tudo mais que possa nos fazer bem.”

Intervenção, cultura ou esporte, o Parkour está em ascendência. Principalmente por estar diretamente ligado à liberdade e ao estilo próprio além não precisa de equipamentos e pode ser praticado em qualquer lugar. Sua filosofia de superação de limites é válida para todos os aspectos da vida e é isso faz o esporte crescer à cada salto.

Agora, quando olhar bem para um muro lembre-se que, para muitos, ele é só mais um obstáculo à ser vencido em grande salto, quer dizer, em grande estilo.

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Manos e Minas

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No programa Manos e Minas, da TV Cultura, Rappin Hood não é mais o apresentador, e quem assume o posto é Thaíde.

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Novidade

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A partir de amanhã (01/04), você também poderá encontrar textos da equipe do Per Raps no blog Coletivo MTV. Na primeira participação, nada melhor do que destacar os sites e blogs que falam de hip hop como forma de resistência e propagação de idéias e notícias. Acompanhe abaixo um trecho do texto “A comunicação de uma cultura independente”.

 

“Mesmo antes dos tempos de crise mundial, manter uma publicação periódica já era bem difícil. Dependendo do assunto que você vai abordar então, a situação só piora. Com o tema ‘música’, temos poucos exemplos de revistas no mercado. Se formos pensar na música rap, a situação não é nada animadora.

E isso não se restringe às revistas, pois há pouco espaço para o rap nas rádios e na tv é quase inexistente. Me refiro aqui ao rap brasuca, até porque o que vem de fora ainda é mais aceito pelo público e também pelos donos dos veículos. Se ampliarmos para a cultura hip hop, também não teremos muitos exemplos.

No entanto, um espaço prolífero para essa cultura de rua é a internet…”Continue lendo no Coletivo.

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Festa

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Nesta quarta, 01/04, rola a festa Quarteirão. A apresentação da noite fica por conta do MC Max B.O. e a discotecagem com os Djs Kefing e Marco.

Serviço
Festa Quarteirão: Dia 25 de Março na Jive Club.
Al. Barros, 376. Higienópolis – Sao Paulo – SP
Informações: 3663-2684 ou http://www.jiveclub.com.br/

Aproveite e não deixe de ouvir a próxima edição do Freestyle, que tem como entrevistado Max B.O.! Ouça aqui o Programa Freestyle.

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Resultado da “Per Raps Promo/Na Humilde”

E o comentário vencedor da promoção foi…pã pã rã rã…

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“Tava pensando que A CADA VENTO que passar, o espírito do TRIUNFO, vai tá junto de nós, de quem sente isso, de quem canta isso, ou de quem apenas ouve isso.

ELA DIZ que não, mas todo o sentimento da rua, realmente vem do peito. uma frase tão simples e sem sentido que representa tanto.

e tava rindo, porque mesmo com tanta ignorancia e cérebros atrofiados na mídia, ainda dá pra ser feliz, rimar o certo, rimar pro povo.

mesmo porque a rua não é eles. A RUA É NÓIZ, pô.”

O dono do texto é o Yuri Eiras, que usou a criatividade pra levar a camiseta “Na Humilde”! Yuri, nos mande um email com seu nome e endereço para combinarmos o envio do prêmio. Aos outros participantes, agradecemos e parabenizamos pela participação. E aqui vai uma dica: continue atento para novas promoções!

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3 Respostas

  1. Pingback: RaDaR uRbAnO » CONEXÕES URBANAS NA MPB FM TRAZ ENTREVISTA SOBRE LE PARKOUR

  2. Ogi

    Esse clipe do Nach, mostra um pouco do Parkour.

    abril 2, 2009 às 20:18

  3. thew

    Vale lembrar que ta saindo um game baseado em parkour e o nome é prototype. Quem tem um pc monstruoso vai poder jogar…hehe.

    abril 3, 2009 às 14:48

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