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Marcelo Camelo chama atenção para o rap nacional

O vocalista do Los Hermanos citou em entrevista o grupo Relatos da Invasão

O vocalista do Los Hermanos citou em entrevista o grupo Relatos da Invasão

Depois de alguns comentários tão descompromissados sobre o hip hop divulgados nos últimos tempos, uma boa notícia. Em entrevista para a revista Rolling Stone, o cantor e compositor Marcelo Camelo, da banda Los Hermanos, citou o rap duas vezes entre os artistas que têm chamado sua atenção:

“Adorei Jaçanã Picadilha, do Relatos da Invasão. É antiga, mas a conheci recentemente. Por ser um paulistismo muito carioca. Um jeito, uma declaração tão sincera e tão acertada nas imagens e nas gírias e tão relaxada e suada e jacarepaguense. Ela me lembrou de mim.”

“Os Racionais e o Mano Brown escrevendo também são de se parar para ouvir, toda vez.”

Comentários positivos sobre o rap vindo de fora de artistas da cena são muito bem vindos, porque despertam a atenção de outras pessoas sobre o estilo. No caso de Camelo, um formador de opinião que tem milhares de seguidores fiéis, o efeito pode ser ainda mais positivo. E o melhor é que, além de citar os onipresentes Racionais MC’s, desta vez ele falou sobre um grupo relativamente novo na cena, o Relatos da Invasão, da zona norte de São Paulo, mas que realmente merece todo o destaque dado por ele e provou isso com o disco de estréia É o Gigante, lançado no final de 2006.

Recentemente, muitos fãs de outros estilos musicais vêm se aproximando e prestando atenção no rap, principalmente na nova geração de artistas e grupos que estão tentando dar uma nova cara ao rap nacional, com produções e temáticas diferentes das sempre presentes na história deste estilo.

As pessoas tinham (e muitas ainda têm) uma péssima imagem em relação a shows e eventos exclusivos de rap, principalmente pela forma como a mídia sempre tratou o assunto, dando espaço à eles apenas quando alguém morria em um show dos Racionais, por exemplo. Com isso, o público de fora sempre viu o rap com receio, um certo distanciamento.

A nova geração parece estar mudando esse estigma; um pouco por mérito próprio, e um pouco porque foi forçada a isso. Como existem poucas casas de shows dedicadas a esse tipo de música, os eventos geralmente ocorrem em locais fora do circuito rap e, naturalmente, outras pessoas passam a conhecer o som.

As opiniões de figuras expressivas da cultura brasileira são uma bela ajuda para que o rap se desvencilhe dos preconceitos que o acompanham há tanto tempo. Que mais Marcelos Camelos prestem atenção no rap nacional e propaguem a cultura hip hop de maneira positiva, como ela merece, e não como algo que faz mal à saúde…

Quanto mais prestarem atenção na cultura hip hop, maior a chance de alcançar o profissionalismo que tanto buscamos.

(Matéria trazida a nós por André Maleronka. Valeu, André!)

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7 Respostas

  1. Negrito

    …finje não ser pop e agora vai falar de rap? E o rap aceita

    fevereiro 20, 2009 às 05:18

  2. Salve galera do Per Raps! Pow, vcs pegaram o post que fiz no orkut na comunidade “Vanguarda do Rap Nacional” foi? eu postei isso ai hoje pela manhã la…rsss.

    Comunidade; http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=75783889

    Sou Walber Browne, sou do Maranhão, to sempre acompanhando o Blog, Parabens pelas reportagens sobre o Dilla e essa ultima sobre o Emicida. Hoje mesmo tava mostrando essa materia pra um mano aqui.

    Peace.
    Jah Bless

    fevereiro 20, 2009 às 18:00

  3. cida

    a nova gerçao do rap quebra as perna do mano bromw qque porventura ainda ta pobre o rap tem que ganhar dinheiro nao ficar levando uma com quem tem por isso picadilha e a melhor musica e o relatos o melhor grupo o momento

    abril 25, 2009 às 05:14

  4. maria clara

    eu gosto muito de rap, se vcs não gostam…

    julho 6, 2009 às 17:20

  5. Francisco

    Somente quem nao conhece de verdade e claro, nao falo por todos os Rap’s que já escutei, é quem critica e fala mal, isso é algo pra quem tem um audiçao muito aguçada, pras pessoas que se enxergam ou que se põe no lugar do dia a dia sofrido e batalhador por uma recompensa nao muito digna de tanto suor.

    outubro 9, 2009 às 22:50

  6. Francisco

    E o rap nao apareceu agora depois que muitas pessoas vem prestando mais atençao nesse estilo de musica realista, ele existe, nasceu junto com o ser humano, só que demorou mais pra tocar alto porque o lançamento é pros periféricos, nao pra rádio dos playboys. haha

    outubro 9, 2009 às 22:52

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