Blog de informações sobre hip hop, rap brasileiro e cultura de rua

Ruy Castro adverte: …”hip hop faz mal à saúde…”

Ruy Castro em uma palestra de lançamento de livro (Arquivo)

Ruy Castro em uma palestra de lançamento de livro (Arquivo)

Ruy Castro: ‘Casa de hip hop na Lapa é como McDonald’s na Albânia’

JB Online

RIO – O anúncio do projeto de criação da Casa do Hip Hop na Lapa pela secretária municipal de Cultura, Jandira Feghali, gerou surpresa em alguns do meio artístico. O gênero tem muitos adeptos na área, que recebe batalhas de MCs regularmente, mas é mais marcada pelo samba e choro, ritmos genuinamente nacionais e que têm ligação histórica com o bairro boêmio.

A pedido do JB Online, o escritor Ruy Castro, autor de livros como Chega de saudade, enviou sua impressão sobre a possibilidade da abertura do espaço:

– Uma casa de hip hop na Lapa equivale a implantar um McDonald’s na Albânia. Tenho fé em que a secretária Jandira, albanesa de coração, não levará adiante esse absurdo. Além disso, como médica, ela sabe que o hip hop faz mal à saúde.

12:34 – 14/01/2009

http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/14/e140120077.asp

(enviada por Kamau)

O músico Marcelo Yuka também deu seu depoimento sobre o projeto para o Jornal do Brasil (enviada pelo Cortecertu).

“Não gosto de hip hop… Ou melhor, não tenho ouvido, está muito chato. Mas adoro cultura de rua. Agora, se essa casa for para receber caras com camisa de time de basquete americano e cordão de ouro tô fora. Hoje existe hip hop árabe, indiano, e cada um tem que se adaptar à sua cultura. O Brasil bomba na música, então por que ficar imitando os gringos?”

18/01/2009

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100 posts em 5 meses!

O Per Raps acaba de completar 100 posts de vida

O Per Raps acaba de completar 100 posts de vida

Num dia histórico para nós, já que completamos 100 posts em cerca de cinco meses de existência, faremos uma breve reflexão sobre o papel deste blog, utilizando como ponto de partida a opinião do jornalista e escritor Ruy Castro para o JB Online. Aos que acompanham o Per Raps, nossos agradecimentos pelos quase 18 mil acessos nessa nossa ‘ainda curta’ jornada. É só o começo.

Sempre que uma opinião como essa vem à tona, as palavras utilizadas pelos ‘agressores’ atingem em cheio os fãs e militantes do hip hop. São comuns respostas contundentes, mensagens de ódio, palavrões e tudo aquilo que estamos acostumados a nos deparar na internet. Doem ainda mais por partirem de um escritor renomado e especialista em cultura, do qual muitos dos fãs do hip hop também devem admirar e acompanhar o trabalho.

“…o hip hop faz mal à saúde…” Por quê? Acho difícil que alguém que viva o hip hop consiga oferecer um só motivo para tornar essa premissa verdadeira. Pois é, mas Ruy Castro não vive. Nem ele, nem uma grande maioria da elite intelectual desse país que ignora a cultura e o movimento por não saber do que se trata. Ter apenas “ouvido falar”.

Podemos citar aqui inúmeros motivos para tentar explicar essa falta de conhecimento por parte dos formadores de opinião. Podemos jogar a culpa pra eles. Muitos deles realmente a merecem, pois desperdiçaram a oportunidade de aprender algo sobre a história e a essência do hip hop e resolveram, simplesmente, dar opiniões vazias e descompromissadas sobre o tema.

No entanto, não podemos nos eximir de nossa culpa. Eles não sabem do que se trata porque nós ainda não explicamos. Não temos nossos comunicadores, nossos interlocutores. E quando o rap ou o hip hop aparecem em grandes meios de comunicação, isso ocorre de forma no mínimo distorcida, pois quem fala ou escreve quase sempre faz parte do rol dos que ‘não sabem do que se trata’.

Quais, então, são os próximos passos? Termos nossos próprios comunicadores. Gente especializada para falar com propriedade sobre o hip hop, como é o que tentamos fazer com o Per Raps e outros estão tentando em blogs, sites e revistas. Precisamos cavar nosso espaço. E precisamos, com esse espaço, mostrar o hip hop a partir da nossa visão, de quem o vive, de quem o respira e, consequentemente, tem mais credibilidade para falar sobre ele. Quem sabe assim, um dia, os próximos JBs Onlines venham perguntar a nós o que achamos de uma Casa de Hip Hop na Lapa.

Falando nisso, é uma ótima idéia. Como é uma ótima idéia e funciona muito bem a Casa do Hip Hop de Diadema, no Estado de São Paulo. Mas, se valer uma sugestão para a secretária Jandira, a casa poderia oferecer muito mais do que atividades ligadas ao break, ao grafite e ao rap. Oficinas de texto, aulas de publicidade, administração e produção de eventos, por exemplo, também seriam muito bem vindas para o que o hip hop consiga alcançar esses outros patamares que buscamos.

Para crescer, não precisamos apenas de mais artistas. Precisamos de mais trabalho. Precisamos expandir o leque dos elementos pois, isolados, os quatro que conhecemos não sustentam a grandeza do hip hop.

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41 Respostas

  1. Declaracao infeliz..
    Sobre os acesso e o sucesso do Site.
    So tenho uma coisa a dizer:

    Trabalho de qualidade sempre tera reconhecimento.

    janeiro 22, 2009 às 03:23

  2. Mandou bem pra caralho galera, parabéns pelos 100 posts, que venham mais 100 mil, e que vcs estejam na TV, na Rádio, nas Revistas e todos os espaços de destaque que merecem pelo bom senso e profissionalismo.

    Grande abs!
    R.

    janeiro 22, 2009 às 11:36

  3. Adaptação ao meio, jovens.
    Autenticidade da rua adequada a realidade de um país subdesenvolvido como o Brasil.
    Enquanto se olhar e copiar o que é feito fora, nunca entenderemos o que vem daqui de dentro.

    Valeu mesmo Per Raps e obrigado por colaborar com a melhoria de algo que gosto e vivo.

    “Inspiração sim, plágio não”

    janeiro 22, 2009 às 12:20

  4. André

    po, bom é o Rappa e o Furto né? grandes porcaria, quem é o Yuka pra falar de cultura de rua? pelo visto ele tá bem desatualizado. Já o tiozinho…. deixa ele viver cheio de saudade…

    janeiro 22, 2009 às 14:16

  5. André

    um amigo acabou de me contar: o Ruy Castro sempre falou mal da Tropicália também….

    janeiro 22, 2009 às 15:41

  6. Premiere G

    Bom,
    Yuka é um grande músico e sempre esteve envolvido com cultura urbana. Depois da saída do Rappa, me parece [ME PARECE, não tou dizendo que é isso] que ele ficou mais avesso à algumas
    manifestações. Eu entendi a posição dele, foi bem galgada. Realmente, ainda existe muito rapper brasileiro que se limita a copiar o que vem de fora. Mas isso não se prende só ao RAP. Se você faz
    reggae e não coloca ali sua influência local, você vai soar como Bob Marley ou Ini Kamoze. E também existe muita gente que tá incluindo todas as suas raízes em seu som. Rappin’ Hood e Marcelo D2 veem fazendo isso há um bom tempo, e apesar de ambos misturarem o Rap com Samba, cada um faz seu estilo. Isso num é de hoje, Spainny & Trutty, por exemplo, vinham misturando rap com samba já… E isso não faz com que o som de rappers como Kamau sejam menos brasileiros por não conter pandeiro e tamborim. Engraçado que aqui na Bahia aconteceu o contrário. Bandas de pagode [PAGODÃO mermo, estilo Harmonia do Samba e afins] passaram a misturar elementos e versos de rap em suas canções. Isso mostra o quanto o rap teem influência nas comunidades, e já é ‘parte integrante’ do Brasil.
    Enfim, sem me estender mais, lamentável. Quando pessoas de linha de frente da cultura urbana como Yuka, vão a publico pra fazer declarações como essas, a própria cultura urbana sai perdendo. Isso motiva pessoas como Ruy Castro a continuar analisando aquilo que não conhecem da forma que lhes convem.
    Parabéns a equipe do Per Raps.

    janeiro 22, 2009 às 18:59

  7. Na verdade, o que faz mal à saúde é o preconceito e a ignorância.

    janeiro 22, 2009 às 21:35

  8. Ah, a propósito: parabéns pelos 100 posts! rs

    E concordo inteiramente com o texto de vocês, precisamos primeiro nos desenvolver internamente, para só depois buscar voos mais altos.

    janeiro 22, 2009 às 21:37

  9. Bom é o Bozó.

    Olha o naipe do tio! Falar de Hip-Hop com esse cara, é sim, comer num McDonalds na Albânia. Pros pseudos revolucionários filhinhos de papai da cidade da Globo, aqueles da geração da ditadura, é muito fácil falar. Do caralho é a jovem guarda chupada e plagiada de gringo, o carnaval branco da Sapucaí. Agora o Yuka eu respeito, mas tá viajando grandão.

    janeiro 23, 2009 às 01:40

  10. edy

    concordo com yuka.

    tem muitos brasileiros tentando fazer rap americano.

    um salve p/ perraps pelos 100 posts e um salve p/ todos q fazem rap brasileiro fora do eixo rio/ são paulo.

    janeiro 23, 2009 às 01:55

  11. Belo post. Bom trabalho pelo blog. Vida longa!

    Escrevi um texto sobre este assunto, não cabe aqui. Quem se interessar: http://www.blogdoelemento.blogspot.com.

    O que faz mal a saúde é a desinformação…

    janeiro 23, 2009 às 15:31

  12. Sobre o Yuka: respeito a opinião dele, existem grupos que imitam mesmo os gringos…na cara dura.
    Yuka disse que não ouve, digamos… Rap Nacional. Por isso faz uma afirmação baseada no conhecimento limitado que tem sobre a questão. Não preciso aqui citar nomes de grupos que fazem um puta som brazuca mesclado ao jeito de se Fazer Rap na gringa.
    Marcelo Yuka também sabe que Hip-Hop tem outros elementos e manifestações artísticas e políticas. Existe uma diversidade de estilos, formas, militâncias, criações voltadas ao entretenimento, oficinas…
    Como diria Dead Prez ( olha eu querendo ser gringo aí…kkkk) Its bigger than Hip-Hop…
    Its Bigger Than The Hip-Hop that Yuka and Ruy know…

    janeiro 23, 2009 às 15:48

  13. Agnustoy

    1 – Parabens, vcs fortalecem todo movimento..
    2 – Ruy Castro, Yuka…não gosto do trabalhos de voces..nem por isso classifico como ruim, vcs tem seu publico, favor não invada o nosso…mas se um dia refletirem….verá que o HIP HOP faz mais pelo brasil que voces….ah sim….
    3 – O RAP NACIONAL TEM RAIZES NO HIP HOP AMERICANO SIM, NO STILO, ROUPA, GIRIAS, INSPIRAÇÕES, (2PAC, NWA, B.I.G., E MUUUITOS OUTROS) NA DANÇA, ETC…
    NO BRASIL HA TAMBEM A MESCLA DE MUSICAS REGIONAIS COM O RAP…NOSSO RAP É RICO. ECLETICO, TEM STILO NO RAP NACIONAL PARA TODOS OS GOSTOS…

    ah sim…Yuka…vc usa U.S.A, sua musica, sua roupa e seu estilo sempre foi este, cai na real…

    “Estilo é como bunda, cada um tem a sua” – RPW

    janeiro 23, 2009 às 16:19

  14. André

    então, na minha opinião, a obra musical que o Yuka construiu até agora tem a ver com o rock nacional dos anos 80. a cultura de rua entra como tempero: se o Biquini Cavadão escolheu falar do tédio da classe média carioca, ele tentou falar dos trabalhadores etc, mas vejo filiação clara: rock de Brasília e do RJ. Mas é só minha opinião. Um rap feito no Brasil que não usa elementos de samba, bossa nova etc é música brasileira sim – mais uma vez, minha opinião. Não importa se apela pra clichê ou não, o que conta é música boa. Já vi gente criticando, por exemplo, o DBS, por causa do visual com correntes e clip com mulheres. Mas, no final das contas, você vai escutar o som do cara e é fodão! Sabe, hoje em dia o Gerson King Combo e o Tim Maia são considerados, mas na época eram tirados de americanizados também. Acho isso besteira que beira o racismo: uma cobrança, todo mundo tem lá sua opinião de como so negros tem que se comportar, o que devem falar etc, até o Yuka, até o Ruy Castro. Eu, como fã de rap, quero escutar música boa e inspiradora, não me importa se é gangsta, positiva, usa sample X ou Y. Às vezes os “conceitos” e “propostas” só funcionam no release pra imprensa….

    janeiro 23, 2009 às 17:07

  15. André

    só pra piorar, olhem isso: http://www.savazoni.com.br/?p=170 até o nerds “revolucionários do software livre” se ofendem com letra…

    janeiro 23, 2009 às 17:16

  16. Conheço uma pá de gente que intitula de “Hip Hop” tudo o que é rap. E aí entra de tudo nesse conceito, que é amplo, mas não engloba música que não passa nenhuma mensagem que não seja sobre mulheres, conversíveis e colares de diamante (o tal do Bling-Bling, valeu Du! haha).
    Aí fica fácil pensar que “hip hop faz mal a saúde”. Uma pena uma cara desse que estudou e acompanhou tanto a Bossa Nova e o Jazz ter parado no tempo, ter se negado a compreender a música contemporânea e esse movimento incrível que dão o tom da transformação da nossa geração.

    Sou toda sorrisos quando entro aqui. Vocês tão MUITO de parabéns, não podem parar. Vocês são o exemplo daquilo que chamam de iniciativa e pró-atividade. “Ah, queria escrever sobre rap em algum lugar…”…e já que não tem “esse lugar ideal”, de repente, vocês foram lá (ou vieram aqui, no caso) e fizeram o de vocês!

    Beijos e força, é nóis!

    janeiro 23, 2009 às 18:04

  17. Ae Eduardo, me desculpe o palavriado:

    Que se !@##$$ o Marcelo Yuka e Que se !@@##$ Ruy Castro!!!

    É disso, quem faz a parada acontece é a rua, quem realmente ama e segue a cultura.
    Essa são opiniões de pessoas que pouco fizeram pelo HIP HOP, que direito eles têm de fala alguma coisa???…deixafala

    Parabens pelo blog…é aqui que estão as pessoas formadoras de opinião e que realmente amam e vivem o HIP HOP

    Abraço

    Yannick

    janeiro 23, 2009 às 18:26

  18. Premiere G

    Então
    Bem colocado pelo André. Independente de conter elementos de samba ou de bossa nova, o que é feito aqui no Brasil é brasileiro. A própria bossa nova contém elementos do Jazz [música genuinamente brasileira]. Boa colocação de Débora também, a música tá sempre se transformando. Outro dia na TV Cultura tava passando uma matéria com a BossaCucaNova, banda que mistura a bossa dos anos 60 com música eletrônica. Um dos integrantes é filho de Roberto Menescal que deu todo apoio à iniciativa da banda, pois mais do que ninguém, quem já reinventou a música entende a importância dessa transformação…
    Enfim, a música é universal, BlackEyedPeas já sampleraram Tom Jobim, will.i.am fez um disco com Sergio Mendes, no álbum novo de Ludacris tem sample de “Na Boca Do Sol” do Arthur Verocai e música é música mesmo.

    janeiro 23, 2009 às 19:24

  19. É decepcionante a gente se deparar com as pessoas falando dessa forma sobre algo que conhecem superficialmente, ainda mais quando são conhecidos formadores de opinião. Alguns acham que sabem de tudo…É uma pena. Fazer o quê? É só continuar caminhando, “apesar dos pesares”.
    Abs Per Raps, tamo por aqui!!!

    janeiro 23, 2009 às 19:49

  20. Olha ae!!! Parabéns pelos 100 posts, rapaziada!! Como o Rangell disse, que venham 100.000, 1.000.000.000 de posts e muito mais! Parabéns pela postura e pela qualidade de tudo que é publicado aqui. 100%! Du cassete! Sobre o Yuka… Na moral, temos ótimos grupos de Rap no Brasil. Com identidade própria e estilo. Boa música Rap… Mas que ele tem razão em tirar uma onda desses metidos a gringos com pingentes de ouro, têm! Cultura Hip-Hop não é, nem nunca será sinônimo de materialismo. Quem tá ligado sabe. Hip-Hop transcende essas questões… Quem defende essa postura “gringalizada” de cordões de ouro, diamantes, anéis cravejados, carros de luxo e zoação com as mulheres não sabe o que é cultura Hip-Hop e não conhece seus verdadeiros princípios e valores. Quanto ao Sr. Ruy… Acho que devem ter entrevistado ele numa mesa de bar, depois de uns goles e outros… Não é possível crer numa declaração infeliz dessas… A não ser que ele seja um total “sem noção” mesmo! Digo pra ele o que disse pra Mirissola, pra Gancia e pros críticos do Hip-Hop de plantão: vai estudar sobre o barato antes de querer dar juizo de valor, tche!!! &%¨$¨@!!!! LONGA VIDA PER RAPS!!!! ;)

    janeiro 24, 2009 às 02:37

  21. Primeiramente agradeço a todos que fortalecem a cultura HIP-HOP de uma forma inteligente..
    segundo .. existem pessoas dentro do movimento que dão motivo pra um cara desses falar uma azneira dessa…mais na minha opnião o HIP-HOP tem que acordar…porque esse movimento é o mais desunido que eu ja vi!!
    você sobe num palco e os BREAKERS viram as costas pra você.. o problema é que o hip hop no brasil é desunido..eles cortam nossos espaços e ninguem fala nada.. uma rádio que poderia ser a salvação do movimento.. faz o contrário..promove pessoas sem o minimo de talento que tentam fazer sem sucesso o que os norte americanos ja fizeram a 20 anos atras.. então vamos acordar e se unir pra não ter que ficar discutindo a opnião de pessoas que nem sabem o que fazemos !! PAZ!!

    janeiro 24, 2009 às 15:02

  22. Alex

    É, nem todos escritores são perfeitos. Esse coitado, ou está cheio de defeitos ou é totalmente ignorante ao assunto. Hip Hop é cultura, toda cultura tem seus bens, e o hip hop tem mais bens do que mal.

    Isso se chama descriminação, que no nosso país de merda é crime. Mas ninguém vai preso quando fala mal do Hip Hop ou RAP. Democracia mais falsa que nota de 3 reais.

    janeiro 25, 2009 às 22:33

  23. estão prontos para um pouco de palavras cruas e cortantes ?
    sobre o tema e sobre tambem as opinioes de muita gente aqui .

    MINHA PRIMEIRA IMPRESSAO :

    infelizmente agora o hip-hop para ser reconhecido como verdadeiro , precisa passar por curadores, politicos e empresas e outros “” formadores de opiniões ” , ja era o dia que hip-hop era simplesmente voce juntar seus amigos e ir dançar, pintar ou cantar , sem nenhum compromisso com “” trabalho social”” ,decoraçao de muros “, ” trabalho gratuito para prefeituras ” .

    hoje para ser hip-hop vc precisa se inscrever em PREMIAÇOES ,TROFEUS , MEDALHAS ,sair em revistas , entrar em algum FORUM , ou conselho de hip-hop ou ir na TV se apresentar .

    se por acaso vc nao faz nada disso , infelizmente vc nao faz parte da cultura .

    agora
    MINHA SEGUNDA IMPRESSAO :

    se a casa de hip-hop da lapa , não tiver sido criada ,construida , e comandada por pessoas do hip-hop ( não digo os toys ,mas pessoas realmente com algum historico no hip-hop) .
    minha opinião é que : NÃO DEVE SER CONSTRUIDA !!!! NEM LÁ NEM CÁ !!!

    hoje cria-se tudo , revistas, marcas ,centro culturais, bibliotecas, casa de hip-hop . mas nehuma é realmente fruto do hip-hop , e sim trampolim para POLITICOS, IGREJAS,MAMADORES DE TETAS E OUTROS PARASITAS .
    assim o hip-hop fica somente de mão de obra barata para estes imprestáveis.

    nós mesmo temos que ter nossos centros culturais, nossas radios , nossas revistas ,nossas marcas , e principalmente saber que independente de grana, de sair em revista , de ganhar premios ou de ir na tv , continuaremos pintando dançando e cantando ,pois isto é a essencia do hip-hop , quem está nesta para ganhar dinheiro ou se promover com certeza vai quebrar a cara como vi nestes 20 anos .o pente fino passa de anos em anos e só quem é fica .

    quanto ao ruy castro , nunca vi ele em nenhuma festa de breaking , nenhuma mostra de graffiti nenhum evento de hip-hop, nenhum point de pixador , entao que se F#%@ A OPINIÃO DELE , PAU NO C# DELE , não esta trazendo nada de bom ,para o hip-hop , então R*$@ NA B”#&@ DELE , e de outros que só querem se aproveitar tambem , dos que falam mal de hip-hop e continuam ganhando grana em cima , PAU NO C# TAMBEM .

    sobre o YUKA , ele com certeza se confundiu , pois com certeza , hip-hop não e estilo musical ,como centenas de filhos da putas sempre divulgaram , ele deve estar falando de que não ouve tanto RAP e com certeza deve estar falando de RAP GANGSTA . digo isto pois ele tem envolvimento com diversos grupos de sp inclusive com graffiti, entao ele sabe perfeitamente que hip-hop não e só rap .

    e se por a caso a bronca for tambem contra o RAP GANGSTA , acho que sinceramente Musica Para Bandidos se chama MPB , ou vc acha que o maluf ,pitta,dantas, delubio, ouvem rap ???

    sim, precisa existir todos estilos dentro do RAP , dentro do graffiti e dentro do breaking .
    se uns são mais feios, negativos ,contrarios , que SE F#$@ , mas precisamos respeitar , se não quer ouvir , então não ouça , não compre o cd ,mas tirar fora do hiphop , querendo ser dono da cultura como muitos estão fazendo , isto não pode .ok??

    desculpem se minhas palavras foram muito asperas , mas ja vi e ouvi muita merda nestes anos que frequento a alta roda rueira .

    parabens aos manos do PER RAPS ( FODA ESTE NOME , HEHEHEHEHE) ,pelo trabalho que andam desenvolvendo em prol da cultura .
    quando precisarem é so dar um toque .

    valew !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    janeiro 25, 2009 às 23:27

  24. Antes existia o Hip – Hop e seus cinco elementos, hoje sintetizaram tudo em só elemento o “Hip – Hop musica” que antes era chamado de Rap. Na minha visão e no meu entendimento sobre o que o Yuka disse é em relação ao “Hip – Hop” estampado pela mídia negativa que não se refere ao Rap mas sim ao “Hip – Hop” e que nos vende e nos empurra um produto que não é nosso e pelo qual não nos identificamos. Devemos sim reconhecer nossa cultura e saber que ela é muito rica e que merece reconhecimento. Mas reconhecendo os caras que fortaleceram e fortalecem o Hip – Hop ai digo a cultura real e seus elementos e não esse Hip – Hop plastificado e com seus ‘blins blins’ oxidados. Por favor acreditem nos elementos do Hip – Hop. E Ruy Castro para você eu já disse que eu tambem acho que isso é um erro a casa do Hip – Hop não precisa ser na Lapa, mas sim na sala de sua casa com vista pro mar e ar condicionado, com todas as paredes pintadas pelo pessoal do graffiti. Mas tira o tapete persa por que vai atrapalhar na hora da galera dançar Break. E galera quem tá ai tá ai o que a gente não pode perder é o foco jamais. Quem tá na batalha tá ai e a gente conhece.

    janeiro 26, 2009 às 03:52

  25. Zulu Will

    A acrescentar aqui, eu mais alguns membros da Zulu Nation Brasil escrevemos comentarios na pagina do JB e sabe o que aconteceu?
    Os nossos comentaros nem foram postados no site
    isso prove das duas uma:
    Ou o Jornal e seus colunistas estão defendendo o escritor.
    Ou eles não estão nem ai com os nossos comentários e manifestações sobre a legitima cultura Hip Hop.
    Yuka Concordo com os seus comentarios e palavras.
    Zulu B.boy Will speedy
    GBCR
    Zulu Nation Brasil Rio de Janeiro.

    janeiro 26, 2009 às 05:59

  26. Zulu Will

    Ah um recado aqui.
    Antraz deixa eu te falar um negócio
    digo por mim que sou B.boy se viro as costas para alguem que esta cantando em um palco é porque o cara é ruim a letra não me está adicionando nada, nada me acrescenta, não é porque eu faço parte da cultura que eu tenho que ser obrigado a ouvir alguem cantar algo que denigre a imagem de alguem ou não tem conteudo agora se tem uma apresentação boa eu vou lá e dou minha força. E em muitas festas de b.boys raros são os Mc’s Rappers que aparecem pra prestigiar um evento nosso, ou vão porque estão sendo pagos ou porque realmente somam algo na cultura.
    ah! lembrete dancar break não é e mesma coisa de ser um B.boy de verdade, dançar qualquer um dança.
    Ser B.boy de verdade é muito mais que isso, é dançar, saber o que está fazendo, estudar os fundamentos da dança, da sua cultura e de outros elementos ou como nós falamos na Zulu o 5º Elemento o conhecimento o que ainda falta pra muita gente.
    Obrigado

    janeiro 26, 2009 às 06:08

  27. Salve!
    Parabéns ao per rapsssss pelos 100 ultimos posts…hehehe…
    Pois bem meus amigos,Ruy Castro já sabemos que é um renomado jornalista(burgês diga-se de pasasgem) e não deve conhecer a fundo o que a cultura Hip-Hop no Brasil faz e é capaz.Ele só respondeu porque algum colega seu deve ter comentado algo do tipo:Se viu que vão abrir uma casa de Hip-Hop na Lapa?Ai veio esta resposta…vai saber…tanto faz tambem.O Yuka sim me surpreendeu ao dizer que não vem escutando Rap daqui porque imita os gringos.Eu não sou fã deste estilo de imitar e tal,mas…e dai???
    O Kamau tem um cd DUCA e ele se inspirou em quem?Só no Cartola?Só no Paulinho da Viola?Todo rap vai ter inflência gringa…mas o que ele quer dizer é que uns querem imitar a ostentação e as correntes…opinião dele,respeito e não concordo.
    Rap é música e o Hip-Hop salva.
    Paz

    janeiro 26, 2009 às 12:09

  28. Paz a Todos. Parabéns pelo blog. Muito boa e apartidária a matéria de vocês sobre oque foi declarado ao JB on-line. Creio que muita gente precisa ser elucidada sobre o que chamam de hip-hop, movimento e cultura. Tudo isso junto é o que faz dar certo e gerar dinheiro. Sim, dinheiro. Que estrutura e cria oportunidades. Não temos que ter medo dele. Como aqui está tudo separado, o desenvolvimento dele também é fracionado e por isso perde força.
    Ruy Castro, continue escrevendo. Ao menos quando o faz parece que pensa para tal. Yuka, enfim. Deus te abençoe. Apreciadores, opinem sobre o sabem ou pelo menos apreciem de verdade. Correntes não são só ostentação. São também. Mas não só isso. Pegue a Capa da primeira coletânea de Rap Nacional, Cultura de Rua, e veja MC Jack. Vejam Slick Rick, Kurtis Blow, Kool Mo Dee. Verá que estão tão inseridas no contexto quanto o tênis Adidas que a maioria ja teve. Não existe certo e errado na sua forma de “cultuar” o hip-hop. O que existe são várias maneiras de fazê-lo. No rap, em particular, se o cara fala de festa, não é hip-hop? Pergunta pro Kool Herc se é isso o que ele pensa. O Cabal tá errado, e o Busta Rhimes tá certo? Ou o Busta, não é “hip-hop”? Falar de crime ta errado, não é hip-hop? O Facção Central tá errado e o Mobb Deep e o Ill Bill tão certos? ou o Ill Bill não é “hip-hop”?
    Respeito. É o mais importante ensinamento que a rua oferece. Eu, por exemplo, não gosto do som e de atitudes, junto ou separadamente, de boa parte dos que citei, mas respeito demais. Acredito nesse princípio. Ouçam Termanology com participação de Bun-B do grupo UGK, que alias significa Underground Kings. Ou eles não são undergrounds? rs… Muito amor e respeito a todos. Deus bençoe e té+…

    janeiro 26, 2009 às 12:19

  29. Desculpem, o nome do som é How We Rock. té+…

    janeiro 26, 2009 às 12:23

  30. ZULU KING NINO BROWN

    paz e respeito a todas e todos.

    quero só convidar a todas e todos pro aniversario de 10 anos da casa do hip hop de diadema, mas quero dizer também que, eu acho que a casa do hip hop já tem, deveria ter um outro nome esse centro cultural da lapa, marcelo yuka grande respeito por você, algumas pessoas não entenderam o que você quis dizer, jamais você é contra o hip hop, acho também que pra ser do hip hop tem que ter atitude, logico respeitando a sua historia e os elementos.

    as vezes vejo na tv os djs usando cd, não tem dança, graffiti, só pra terminar, nos anos 80 a musica rap começou a dizer que eles eram o hip hop deixando de lado os outros elementos que formam a cultura, sendo assim AFRIKA BAMBAATAA o fundador do hip hop, cria o 5° elemento, ou seja pra você fazer parte de algo é bom você conhecer.

    paz e respeito.

    janeiro 26, 2009 às 17:41

  31. Zulu JASPION - Funk Fanáticos

    Realmente, declaração infeliz… mas compreensível, se considerarmos a perspectiva que é passada do Hip Hop pela grande maioria dos ditos integrantes da cultura.

    De fato, ocorre mais uma vez o caso de alguém totalmente alheio ao Hip Hop se manifestar sobre ele, sem um mínimo de embasamento para sustentar suas opiniões (isso não tira o mérito e o louvor das obras outras do ilustre escritor). E, como dito acima pelo mantenedor do site, grande parte dessa culpa é nossa sim.

    A mídia é extremamente confusa quando fala de Hip Hop… Mas isso ocorre porque os próprios integrantes da cultura também o são. Existe uma confusão generalizada de terminologias que acabam embaralhando ainda mais a já conturbada (e recente) história do Hip Hop.

    É comum vermos pessoas extremamente despreparadas falando sobre Hip Hop… O pior é que essas pessoas “despreparadas” são quase sempre “ativistas” passivos (desculpem o paradoxo). Explico-me. Qualquer b-boy, mc, rapper, writter, dj, etc que tiver oportunidade de falar à mídia sobre o Hip Hop, certamente o farão, alegando a expansão da cultura, sendo que no fundo há um quê de vaidade pessoal. Numa hipótese como a delineada acima, essa pessoa provavelmente vai transmitir mais impressões pessoais do que dados objetivos. Dentro dessa subjetividade toda, certamente algumas DEZENAS de informações não são verdadeiras… são, na verdade, integrantes de uma bola de neve formada por mitos e “achismos” que foram se aglomerando e dando ensejo a outros mitos e “achismos”, e assim sucessivamente. Nas danças ligadas ao Hip Hop, por exemplo, é clássica a estória de um (alguns) coreógrafos globais, que nunca tiveram, de fato, ligação com o Hip Hop ou as danças urbanas. Nesse caso, especificamente, foram difundidas idéias “inventadas” e engolidas pela global simplesmente pelo fato de os movimentos serem visualmente impactantes, ou seja, caso fosse um artista do Cirque de Soleil fazendo coisas incríveis e chamando de Hip Hop e a mídia dando ouvidos, a partir dali aquilo seria verdade, pois como sabido, mentiras reiteradas ganham status de verdade… e é essa a posição em que hodiernamente se encontra o Hip Hop.

    No Brasil, e no resto do mundo, pra quase todo mundo, RAP é a mesma coisa que Hip Hop… é controverso eu sei. Aqui(e no mundo todo), ainda fala-se em Breakdance… outro absurdo. Aqui e lá (no resto do mundo), grafiteiro, pixador, pintor de parede são vistos como a mesma coisa… Aqui e lá, todo mundo acha que os cafetões americanos, com aquelas letras e músicas (ruins = comerciais), são os mais verdadeiros representantes do Hip Hop (o mais colossal absurdo). Enfim, são diversos e numerosos os exemplos.

    Creio que o Hip Hop careça de uma ideologia consistente, haja vista que até alguns grandes ícones não relutam em colocar “gostosonas” em cima do palco para rebolar. São vários os pontos a serem trabalhados… E a realização e melhoria disso cabe a nós, amantes da cultura. Creio que a palavra chave de tudo seja ESTUDO! Estudo do Hip Hop, estudo da história geral, da literatura, etc… Inclusive lendo as outras coisas (obras) de Ruy Castro. É certo que o que é dito nelas tem grande valor (diferentemente do comentário sobre Hip Hop).

    Precisamos mudar o quadro em que quem fala de Hip Hop (sociólogos, antropólogos, jornalistas) não o vive… E quem vive o Hip Hop (Mcs, Bboys, writters, DJs, Poppers, Lockers, etc) nada fala sobre ele. E quando o faz, diz besteiras infundadas.

    Creio que já escrevi demais… apesar de ter mais coisas a dizer.

    Por derradeiro, adentrando no mérito, creio que o Rio precisa sim de uma Casa do Hip Hop, e que nos moldes da existente em Diadema, esta possa ser não apenas uma casa de Hip Hop, mas uma casa da Cultura. Acredito também que talvez a Lapa não seja o melhor local… seria descaracterizar o tipicamente brasileiro, mas isso não impede que a Casa do Hip Hop seja estabelecida em outro local.

    C’est tout!

    PCE!

    JASPION – Funk Fanáticos
    Original Funksters Crew
    Zulu Nation Brasil

    janeiro 28, 2009 às 14:50

  32. Zulu JASPION - Funk Fanáticos

    Enviei email ao Ruy Castro e abaixo segue sua resposta ao post acima:

    Caro Andr Lus,

    Passarei a me interessar profundamente pelo Hip Hop quando os B-boys, Mcs e rappers de Nova York começarem a defender o samba, o choro, o samba-choro, o samba-de-breque, o samba e a marchinha de Carnaval e outros gêneros brasileiros da interpretação “errônea” que a mídia americana faz deles.
    Até lá!
    Abraços,

    Ruy

    P.S.: Não tenho nada contra a criação de uma Casa do Hip-Hop na Barra da Tijuca, em Brasília e, principalmente, em São Paulo.

    janeiro 28, 2009 às 16:50

  33. Paulinho PH.

    Sou rapper e tambem concordo que a cultura hip hop com os seus 5 elementos vem sim salvando vidas em todos os sentidos e localidades nos quatro cantos do mundo,o grande diferencial nisto é que muitos ainda estão deturpando a imagem desta cultura linda que a cada dia vem crecendo mais e mais. No Rap, construindo letras agressivas que não acrescentam em nada no dia dia da periferia e da elite que pouco dar ouvido ao nosso clamor. No Break, as batalhas e grandes campeonatos são muito bem disputadas e representadas por B-boys de alto nìvel , mas infelizmente ainda existe alguns que mancham este elemento com agresividade, falta de ética, indiciplina e fundamentalmente por falta do quinto elemento, que é o conhecimento. O Grafite ainda vem sendo mais prejudicado por uma minoria que insiste em se disfarçar de grafiteiro, mas na verdade são grandes vândalos, pixadores que com o passar do tempo e o nosso compromisso com a cultura hip hop, serão banidos do nosso meio, mas para que isso não venha a acontecer é necessário que nós reunamos esforços e vamos juntos lutar para dismirtificar o Grafite e tira-lo de uma vez por toda da lei que coloca grafite e pixação no mesmo patamar, ou seja, como crime ambiental, para isso nós do Grupo Cultural Azulim estamos com um abaixo assinado tentando começar esta grande batalha e esperando que toda a cultura hip hop e seus simpatizantes possam aderir esta luta. Os Dj’s também tem sido prejudicados por alguns irresponsaveis que se infiltram dentro da nossa cultura levando drogas e promovendo violência dentro dos bailes, o que tem fechado os espaços dançantes dentro do Distrito Federal prejudicando assim o bom andamento das festas tocadas pelos nossos Dj’s.
    Esse é um pequeno comentário do que eu acho que vem acontecendo na nossa cultura Hip Hop, quero aproveitar para agradecer o espaço de fala e me colocar a inteira disposição para quaisquer esclarecimento que se fizerem necessário e deixar o meu pedido de desculpas se por acaso eu tenha ofendido alguém com este breve comentário.

    Obrigado.

    janeiro 28, 2009 às 20:19

  34. Não vou criticar e nem defender ninguem… vou apenas dar a minha humilde opinião, uma opinião de um cara que esta no hip hop a + ou – 15 anos… “Se hip hop fosse ruim, não teria se expandido por todos os cantos do mundo” Existe sim um “falso Hip Hop” que apenas vende produto, mas o Hip Hop real, os princípios, as virtudes e a honra e orgulho de quem faz a cultura consciente sempre vai elevar o espirito do ser humano, sempre vai mostrar as pessoas que possuem uma visão negativa do nosso Hip Hop, que cultura é a maior forma de regeneração, de aproximação e força para superar adversidades! Eu acredito que a Casa do Hip Hop de Diadema faz uma excelente trabalho social e é disso que nós precisamos em nosso país! Eu apoio qualquer centro social que desenvolva trabalhos ligados a juventude, sejam esses trabalhos ligados ao hip hop, a capoeira, a música clássica, ao rock, ao pop, aos desportos, a arte artesanal… O importante é existir opções à todas as comunidades que necessitam destes trabalhos sociais… Acredito que na Lapa o Hip Hop possui um grande poder para atrair os jovens e modulá-los para serem cidadãos conscientes e cientes de seus deveres e direitos…

    Obrigado!

    Zulu BBoy Jhou – Rio Grande do Sul – RS

    janeiro 29, 2009 às 02:20

  35. O Ruy falou do Hip – Hop reconhecer o samba. Falo isso por que tenho um amigo aqui no Rio de Janeiro que é professor e conhecedor do samba carioca nato, eu digo nato. Que se chama P,10 ou PEVIRGULADEZ que mistura rap, samba e maladragem. E que acho que é uma pessoas que pode completar a resposta de Ruy Castro que na minha visão, tornou-se mais uma vez infeliz e precipitada. Acredito que tambem exista um paredão invisivel que poderiamos chamar de “Apartheid carioca” que afasta Ruy Castro de uma realidade presente e atual. Ruy acredito que sua persona tenha falado algo muito ruim e que com certeza lhe dará uma má repercusão as pessoas que fazem o verdadeiro Hip – Hop. Ryu vamos deixar de saudade e tirar o chapéu, Panamá ou Palhinha e reverenciar que a Lapa hoje só é Lapa graças ao apoio do Hip – Hop. Por que se fosse por você só Copacabana seria a princesinha do mar. A Lapa tá lá e tá viva. Aliás eu nunca te vi por lá. Passa lá pra ver como é que tá. Por favor toca um Q de Malandragem!

    janeiro 29, 2009 às 02:39

  36. Zulu JASPION - Funk Fanáticos

    Bem, em outro email, na seqüência do postado acima, ele esclarece que não tem problema com o Hip Hop… Mas que, de modo geral, ele prefere manter-se dando foco aos ritmos que ele realmente prefere. Assevera ainda que não gosta de praticamente nada feito depois dos anos 60, inclusive rock…
    Cada um na sua… com respeito às opiniões diversas.
    Ou será que todos os hip hoppers gostam de samba? E de axé? Funk carioca?
    Samba eu adoro, mas os outros dois não me descem a garganta…rs
    Abraço a todos!
    PCE!

    JASPION – Funk Fanáticos
    Original Funksters Crew
    Zulu Nation Brasil

    janeiro 29, 2009 às 13:57

  37. RSSSS!

    janeiro 30, 2009 às 08:08

  38. O ruy precipitou em falar do que ele não entende e nem convive, mas esses caras já têm em mente o vício da profissão de formadores de opinião da grande imprensa, e acham que podem dar opinião por obrigação, e não podem ficar fora da mídia, acho também, que burgueses jamais terão uma opinião positiva sobre aquilo que os incomoda,como as verdades ditas num rap, esses caras ja eram , eles pararam numa nostalgia surrealista imposta pelos segundos cadernos da imprensa tipo nerds com cabêça de siri, estou escrevendo aqui porque isso me irritou profundamente, mas nós já teremos que partir pra outro papo , porque no final das contas estaremos enchendo a bola deles se continuarmos a opinar sobre eles, e der repente gostam de provocar o que está dando certo, e quem sabe se todas essas controvérsias não sejam motivo para o orgasmo dele diante de nossas revoltas ? Só sei que o mundo e a musica se tornam cada vez mais mundiais, como a bossa nova que adoro e que tem influencias diretas e claras com o jazz americano, e o indio brasileiro que tem seu dna asiático, afinal o que é brasileiro e o que é estrangeiro? Quando o rap tem qualidade ele é bom em qualquer lugar, mas Ruy ainda não teve tempo para observar com atenção, e acha que pode dar opinião porque dar qualquer opinião é seu compromisso e obrigação com a nação , e com sua profissão, me desculpe ruy sempre admirei seus escritos mas desta vez foste um bundão, bundão , bundão, ou eu não sabia que eras tão..agora toma cuidado ao passar no calçadão você está chamando muita atenção, o yuca tá lelé da cuca, mas quanto a roupagem , será que ele, nunca colocou um daqueles tênis de 500 contos, no seu pesão? Nem boné , nem bermuda nem carrão, eu também discrimino algumas coisas, mas não vou por os gringos no paredão,pois como já disse o que é bom é bom em qualquer situação ou nação, tem japonês fazendo samba no japão e porque não?

    fevereiro 8, 2009 às 02:12

  39. É ENQUANTO O MEU COMENTÁRIO ESTÁ AGUARDANDO MODERAÇÃO, TENTO ESTABELECER CONEXÂO O MAIS IMEDIATMENTE COM O MAIS PRÓXIMO, OU BEM VOCÊ ESTÁ OSTENTANDO SUA CARETA USUFRUINDO OS PRIVILÉGIOS DA MORTE OU BEM VOCE ESTA SE ESGUEIRANDO ENTRE OS MAUSOLÉUS CORRENDO SEMPRE O RISCO DE RESVALAR NAS TRINCHEIRAS DAS COVAS SE ELES CONSTRÓEM A PAREDE NOSSA MISSÃO É INFILTRAR-NOS PELAS RANHURAS OM A INSTINTIVA CAUTELA DE UM RÉPTIL QUE ESTIVESSE SEMPRE NO NÔVO, vamos esqueçer do ruy de castro, isso é intriga da oposição, e ele é da oposição, é provado que existe uma perseguição E VAMOS FAZER UM NOVO RAP MEU IRMÃO

    fevereiro 8, 2009 às 04:20

  40. mano jh

    Acho quem ta falando mal do hip hop nacional, nao tem nada a ver com a cultura black, ou seja com a minha cultura, pra acabar tirando o samba que é originalmente nacional. Todos os ritmos e estilos de cultura, seja do rock, reggae, hip hop e outros, são todos inspirados nos gringos.
    Entao o hip hop, minha cultura, cresceu, evoluiu e se profissionalizou. Com isso, a realidade principalmente dos negros americanos, mudou graças ao hip hop. Aqui no Brasil, só reclamam, reclamam, mas nao fazem nada pra mudar, sempre nas mesmas coisas.
    Muitos estao por ai metendo o pau em quem ja é profissional no hip hop, ganhando seu dinheiro, tendo seu carro, sua mulher, familia e vivendo sossegado. Tá na hora de para com isso, só por que o Racionais tão nessa, agora ficam falando que os mano tão boyzao e nao tao nem ai mais com a favela, quem fala isso é por que nao tem o que os mano ja conseguiram. Tudo muda, parem de olhar pra tras e vamos aproveitar mesmo. So assim as coisas vao mudar.
    Que nem o MV Bill disse: os manos nao querem mudar porque eles tem medo de depois nao ter o que falar. Mano hoje revolucionario, militante e sobrevivente, que vive a cultura hip hop.

    maio 12, 2009 às 21:51

  41. Já falaram tudo. Senta a lenha!!!!!!!!!!!!!!!!

    novembro 12, 2009 às 09:12

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