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Dj Craze na Clash – parte II

Craze além de técnico, é malabarista das pick-ups

Craze costuma mostrar sua técnica e malabarismo nas pick-ups*

Todo mundo sabe que a festa do Dj Marky costuma sempre ser recheada de muito drum&bass. No entanto, a ilustre presença do Dj Craze fez o setlist mudar um pouco. Marky já conhecia o Dj Craze e aproveitou a passagem dele pelo Brasil, acompanhando Kanye West na turnê Glow in The Dark.

O Dj americano não parecia ser tão conhecido do público que estava na Clash, mas ele foi, simplesmente, campeão por três vezes do DMC, que é o maior campeonato de Djs do mundo. Chegou como quem não queria nada, com o boné baixo, quase escondendo o rosto. De estatura baixa conseguiu se embrenhar na multidão e foi facilmente ao palco.

A festa teve início com o ritmo forte da combinação de baixo e bateria, mas quando Craze assumiu as pick-up’s o ritmo mudou. Começou com alguns sons conhecidos nas pistas black do Brasil e foi intercalando com outros estilos, sem perder o pique.

Teve espaço para o beat de Ratatat, intercalado com Billie Jean de Michael Jackson e Sex Machine, de James Brown. De repente, o clássico Pump up the Jam, do grupo Technotronic (1989) e Sweet Dreams (Are Made of This), do Eurythmics empolgou ainda mais quem estava por lá. Craze teve o cuidado de balancear sua performance e seu setlist, já que sabia a característica do local e do público.

Eis que o Dj Craze decidiu mostrar seus “truques”, impressionando à todos e arrancando gritos com scratches feitos com as duas mãos no mesmo disco ou controlado o crossfader com a barriga para não perder a liberdade das mãos. Essa performance lembrou muito as disputas do Hip Hop Dj.

Virava de costas, girava e nunca deixava o ritmo cair. O drum & bass apareceu em seguida e fez a casa vir abaixo. Sem se importar em manter uma sequência, o Dj norte-americano soltava clássicos do rap, como Simons Says, de Pharohe Monch, seguidos por sons de Dr. Dr, Snoop Dogg e outros.

Aparentemente, poucas pessoas do hip hop compareceram, já que a empolgação maior sempre voltava a aparecer claramente quando o drum & bass tocava. No entanto, como um verdadeiro maestro ou um camisa 10 de seleção, Craze mostrou que consegue colocar qualquer um para dançar.

Ainda teve tempo para Dead Prez (Its Bigger Than), Fugees (Ready or Not) e para o dub. Na passagem de um quadro para o outro, muita música eletrônica de todos os tipos. Tudo isso em meio a malabarismos nas pick-ups, viradas perfeitas, turntablism e muito bom gosto no setlist. Realmente, o Dj Craze é um dos melhores e provou isso mais uma vez.

*Imagem de retirada do myspace do artista.

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