Per Raps.: Não tanto do inglês perhaps (talvez), e sim algo mais próximo do termo latin per capita (renda por “cabeça”). Se uns fazem pela renda, nós fazemos pelo rap…
Que para nós não resulta em apenas uma união entre Dj e MC, e sim a voz de toda uma cultura. E não “renda por cabeça” e sim “informação e conteúdo por indivíduo”. Indivíduo que por meio do hip hop passa a ser um coletivo.
Para fazer parte do presente, é preciso se conhecer o passado. Alguns grupos fizeram história, mas já não existem mais. Mesmo assim, eles precisam ser lembrados. Festas fizeram barulho e hoje se silenciaram. Dj’s viraram produtores, MC’s viraram Dj’s. O Per Raps trará esse registro. Além disso, resenhas de lançamentos de CDs, informes de festas e afins. Nosso foco e espaço é para a cultura hip hop…de ontem, de hoje e de amanhã.
Os “rimadores”
Eduardo Ribas
Jornalista, que colabora com a revista Rolling Stone e trabalha com comunicação em movimentos sociais, passou a prestar atenção nos beats, nas letras e na atitude do hip hop por meio de um primo de grande importância em sua formação como pessoa. Ele acredita que o movimento pode ter visibilidade sem perder a essência e acha que é necessário “quebrar alguns paradigmas para que o hip hop possa mostrar todo o seu potencial”; um desses caminhos é a melhora na comunicação.
Daniel Cunha
Sete anos de hip hop, formação em jornalismo e gostar de escrever fizeram com que sempre sentisse falta de “bons textos e veículos de comunicação que lidassem diretamente com o hip hop”. Daniel acredita que o movimento ter os próprios comunicadores é a chance de mostrar “a visão e o sentimento de quem vive e respira hip hop”, com credibilidade. Para ele, a evolução do movimento não está apenas nas mãos de b-boys, grafiteiros, DJ’s e MC’s, mas também no trabalho de quem tem conhecimentos técnicos.
Nathalia Leme
Já trabalhou com música, skate e cultura, colabora com revistas especializadas, assessorou grandes atletas do surf ao motocross e desde criança se interessa por rap, quando ainda era proibida de ouvi-lo. Conheceu outros tipos de música, aprendeu a saber o que é bom sem se importar com rótulos e então se reaproximou do hip hop. A jornalista espera contribuir com a visibilidade do movimento no Brasil e fora dele e acredita que é necessária união para abrir a discussão sobre “o que é preciso para elevar o nível do Hip Hop brasileiro”.
Carol Patrocinio
Sempre acreditou que skate, rap, grafite e as “artes marginais” andassem lado a lado. Seu negócio é música boa, seja rap ou não, literatura, que seja bem escrita, e arte, que transpareça sentimentos e ideais. Chegou no Per Raps para mostrar um outro lado do mundo, que talvez esteja longe do hip hop apenas porque ninguém os apresentou. É jornalista, escreve para adolescentes e foca seus trabalhos na transformação do mundo pela cultura.